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sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Uma verdade evidente por si só (ou: Poderia um cristão perder a sua salvação?)

Existiria alguma verdade que seja evidente por si só? Você é fiel a princípios ou a pessoas?

Em face do fenômeno das fake News, das propagandas em massa, do famoso “2 mais 2 igual a 5” de George Orwell em 1984, fica a dúvida se a verdade, seria mais uma construção social, uma ideologia, uma narrativa, ou seria algo evidente por si só.

Na infância, somos todos tutelados por pais e educadores, que em via de regra nos imprimem seus sistemas de crenças, lógica e valores. Passamos pelos conturbados anos da adolescência onde questionamos e colocamos à prova tais sistemas e por eles também somos questionados e provados. Na idade adulta deveríamos então ser capazes de, por si só, julgarmos o que é verdadeiro ou não. Nos tornamos responsáveis, e deveríamos ser fiéis à nossa própria razão e consciência, pois são elas quem nos dirão a quais valores devemos nos apegar.  

Mas até que ponto, seres humanos tão falhos, imperfeitos e contraditórios, seriam capazes de permanecerem fiéis a alguma coisa? Ou mais difícil ainda, de traírem seu próprio ego, com todos seus mecanismos de auto manipulação e auto sedução?

Aqui vale o recorrente questionamento: Poderia um cristão perder a sua salvação? O qual forçosamente teríamos que reformular para: Poderia um cristão apostatar e mudar suas crenças e valores a tal ponto de rejeitar a pessoa de Deus? E talvez a pergunta mais apropriada ainda: Poderia Deus definitivamente abandonar a pessoa de um cristão genuíno, se esse deixasse os valores e princípios cristãos?

Paulo ensina para Timóteo “que se perseverarmos, com Ele igualmente reinaremos; se o negarmos, Ele também nos negará; mas se somos infiéis, Ele, entretanto, permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo”.

Curiosamente Deus não pode negar-se a si mesmo; mas Ele exige que nós nos neguemos a nós mesmos. “Aquele que quer ser meu discípulo, negue-se a si mesmo”. O que, a princípio, poderia parecer uma injustiça, que Deus peça para que a gente faça uma coisa que Ele mesmo jamais faria; mostra-se coerente. O que Deus não faz é negar a Deus, e Ele não nos pediria nunca que O neguemos. Negar-se a si mesmo, é negar o pior e o melhor que tenho. O Cristo, exemplarmente, também se negou a si mesmo quando disse, “seja feita a sua vontade e não a minha”. Na verdade, toda sua vida foi um exemplo de abnegação.

Só quando chego ao ponto de negar a mim mesmo, com todos aqueles princípios, valores, razão e consciência que me foram imprimidas desde a infância é que posso submeter-me ao Cristo, a tal ponto que não me resta mais nada propriamente meu que possa me apegar. É afirmar que há um verdadeiro Deus em meu viver, em minha existência, em “meu” universo.

Uma advertência: Aqui, Paul Tournier nos lembra para sermos cautelosos. Não se pode exigir que alguém negue aquilo que nunca se tornou. Devemos incentivar nossos próximos e nós mesmos a nos desenvolvermos e a nos tornarmos alguém e só depois é que se pode pregar a abnegação, o desapego. Ninguém poderia abrir mão de algo que, de fato, nunca possuiu.

Jesus se revelou como sendo a verdade, mas não uma verdade isolada na razão, mas atrelada à vida e ao caminho. Pois a verdade é algo que experimentamos com nossa mente (através da razão), o caminho com nossas pernas e pés (através da vontade), e a vida com nossos corações (através dos sentimentos). A partir da pessoa de Deus descobrimos que verdades só são evidentes para nossa razão, quando casam com vida que pulsa em nossos corações e com caminho que tenho que trilhar dia a dia.

Assim, um cristão genuíno só o é de verdade quando, em dado momento de sua vida, recebe a Jesus como Senhor, por meio da fé. Ele assim, abre mão de sua razão, de seus sentimentos e vontade e os submetem plenamente à pessoa de Jesus. O que equivale a dizer que um cristão genuíno jamais deixaria os valores e princípios cristãos, não por causa de si próprio, mas por causa de seu Senhor.

Concluímos assim que forçosamente somos fiéis primeiro às pessoas (ou aos egos de outros ou ao meu próprio ego). Até mesmo quando nos tornamos fiéis a Deus, tornamo-nos fiéis primeiro à pessoa de Deus e não a seu sistema de princípios e valores. Os quais existem, são perfeitos, confiáveis e úteis, mas sempre subordinados à sua pessoa, que os criou e os sustenta.

sábado, 5 de novembro de 2022

Carta a um amigo que desistiu da perfeição

Meu caro amigo, seu desabafo me fez lembrar o título de um livro, o qual apontava a perfeição como um fardo. Venho ouvindo esse desapontamento já há algum tempo de várias pessoas amigas. Ele assume diversas variantes: a verdade absoluta não existe, justiça não existe etc. Para mim tudo isso equivale a dizer que Deus não existe. E essa afirmação vinda de você torna-se especialmente perturbadora.

Foi o pastor Carlos McCord quem, com o auxílio do missionário Stanley Jones, me abriu os olhos para a necessidade de me reconciliar com a perfeição. Eles partem do princípio de que o centro do Sermão do Monte está no chamado à perfeição:

"Sede perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus".

A pergunta é, o que entendemos como perfeição? O que Jesus queria dizer com perfeição? Não precisamos ir muito longe para acharmos a resposta. Basta consultarmos o texto paralelo do Evangelho de Lucas para ver que ali Jesus está dizendo, “sede misericordiosos, como é misericordioso o vosso Pai celestial”. Nos Evangelhos, perfeição é sinônimo de misericórdia! E o que seria misericórdia senão uma atitude amorosa em relação à imperfeição (alheia ou própria)?

Concluímos que nos Evangelhos – ou seja, nas palavras de Jesus – ser perfeito é admitir, paradoxalmente, nossas imperfeições e darmos a elas uma resposta amorosa. Quanto mais nos aperfeiçoamos nisso, mais nos tornamos semelhantes ao nosso Pai celestial.

Para sermos misericordiosos com nosso próximo, precisamos de alguma forma também ter experimentado a misericórdia. Então, precisamos também estar cientes de nossas imperfeições, e sabermos que somos aceitos graciosamente apesar delas (ou até mesmo, por causa delas). Um Deus perfeito não está nos imputando imperfeições. Ele não as leva em conta, pelo contrário, por sua graça, está removendo-as, cobrindo-as. De maneira tão perfeita, que nem se lembra mais delas. Como alguém já disse, Ele vê em nós o rosto de seu Filho Jesus. Portanto, perfeitos!

Sendo assim, “GRAÇA E PERFEIÇÃO sempre ocuparão o mesmo espaço”. Se há graça, há sinais de perfeição e vice-versa. A graça que recebemos é o que nos permite ser graciosos conosco mesmo e com nosso próximo. Toda culpa e vergonha nos são removidas. Passamos então a nos sentir... como poderia dizer? Perfeitos! E é assim também que nos dispomos a ser e a olhar nossos irmãos (a igreja) e até mesmo nosso próximo (o mundo). Olhamos o mundo ao nosso redor com o olhar da graça. Não com o olhar condenatório. Nosso foco está na perfeição de cada um e não em suas imperfeições. Tornamo-nos capazes, através da obra da cruz, à semelhança de nosso Pai celestial, de enxergarmos o melhor em cada um. E nada mais. E quando a realidade dos fatos prova o contrário, podemos confiantemente deixar o juízo e a vingança plenamente nas mãos de quem verdadeiramente os detém.

Caro amigo, não há como desistirmos da perfeição! Ela é algo de nobre que Deus colocou em nosso DNA. Sei que você é um profundo estudioso da Bíblia. Sei que você conhece as passagens que irei relembrá-lo. Você se lembra? O apóstolo Paulo diz que escreve para os perfeitos e em um mesmo fôlego afirma que quanto a ele ainda não alcançou o alvo, mas prossegue em sua direção.

Você se lembra? A Bíblia está aí para ajudar ao homem de Deus ser perfeito, e perfeitamente instruído. 

Você se lembra? Deus diz a Abrão, anda em minha presença e sê perfeito.

Poderíamos também resumir perfeição como a plena e constante obediência aos mandamentos divinos. Deus nos deu dez indicadores de perfeição! Sempre seremos capazes de nos autoavaliar e vermos como avançamos ou regredimos em nossa performance na busca pela perfeição.

Os Evangelhos deixam claro que os mandamentos se resumem em dois: Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. E ame o seu próximo como a si mesmo.

Creio que não foi por acaso que, quando o jovem rico pergunta a Jesus o que ele precisaria fazer para alcançar a vida eterna, Jesus pergunta-lhe sobre os mandamentos. Também não creio que foi por acaso que Jesus menciona somente os mandamentos que dizem respeito ao relacionar com o próximo, deixando de lado os que dizem respeito ao relacionar com o Deus.

Tanto o jovem rico como o mestre da lei tinham por certo serem “perfeitos” adoradores de Deus. Mas não eram... Não adiantaria nada Jesus ficar batendo na tecla do “ame ao Senhor”, pois eles diriam (na cara dura), isso já fazemos! Na verdade, foi isso que fez o jovem rico, quando Jesus lhe apresentou a segunda parte dos mandamentos: tudo isso tenho obedecido! Por isso também a resposta cortante de Jesus: Contudo, algo ainda te falta! Ou...

Se queres ser perfeito...

Alcançar a vida eterna é em última análise o “chegarmos à perfeição”. E esse deve ser um alvo constante na vida de todo cristão. E ele deve ser seguido de atividades práticas: “vai, vende os teus bens, dá o dinheiro aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. Ou, “vá e faça o mesmo”.

Não costumamos dizer que a vida eterna se inicia aqui? Então a adoração perfeita que apresentaremos a Deus na eternidade, passa necessariamente pelo caminho da misericórdia no trato com o meu próximo aqui.

Se de fato em sua vida não existe mais lugar para perfeição, comece a devolver a ela esse espaço perdido. Ou seria roubado?

Jesus nos lembra que o ladrão vem senão para roubar, matar e destruir. Em nossa sociedade secularizada só dois dos mandamentos se tornaram categoricamente crimes inadmissíveis: o roubo e o assassinato. “Os outros oito mandamentos podem ser até quebrados, mas quando se trata de assassinato e roubo tem que haver um limite, uma punição!”

Mas é no sermão do monte que Jesus nos ensina que as raízes da obediência são muito mais profundas. A justiça exigida por Jesus é bem maior que a justiça farisaica de nossa sociedade.

Sabemos que nenhum homem foi capaz de cumprir os padrões de exigência da perfeição divina, exceto Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso quando buscamos perfeição, em última análise, estamos buscando a face de Cristo. Ele é a perfeição, a verdade absoluta e a nossa justiça.

E lembre-se, foi Ele quem disse, todo o que busca, acha! E quando O encontramos, ao contrário de sermos esmagados por um fardo, somos completamente aliviados. Somos salvos não da perfeição, mas pela e para a perfeição, pela e para a misericórdia.

Fique com Deus e um grande abraço!

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Graça cristã versus propaganda política

Assistimos pelo mundo a fora a luta de duas forças polarizantes radicais. Uma direita nacionalista de um lado e uma esquerda progressista do outro. No Brasil não é diferente. Há elementos a serem condenados pelo cristão em ambos os polos, mas também há outros a serem abraçados. Por exemplo de um lado deseja-se maior justiça social, distribuição de renda e mais atenção às minorias oprimidas; por outro deseja-se mais atenção aos valores sagrados da família e das liberdades individuais. Por um lado, confunde-se aquilo que é decente e moral relacionado à sexualidade, ou ao uso de entorpecentes, e por outro a xenofobia e outras fobias parecem aflorar de forma desavergonhada. Para ficarmos só em poucos exemplos.

A propaganda política de ambas as correntes tende, por natureza, a exagerar na dose. Ao por a tônica nos pontos que se quer chamar a atenção e desconsiderar outros pode se criar uma bola de neve ou uma avalanche de falsas informações. E é isso que acontece... Sabemos que esse Tsunami já está em curso no mundo, e tem sua origem no pai da mentira, Satanás. A questão é como contrapor essa onda? Seria tentando abafar o barulho d’Ele fazendo mais barulho do lado oposto? 

Poderíamos dizer, como C. S. Lewis, que ficar usando o nome de Deus na política é ir contra o terceiro mandamento.

Sem dúvida alguma, a política é uma das ferramentas de resgate e transformação social à disposição do crente. Devemos, sim, nos valer dela, todavia, com o mesmo cuidado que um cirurgião manuseia um bisturi, um piloto maneja os instrumentos de um jato e, por que não dizer, um cozinheiro regula o calor do forno ou a dosagem de sal em sua receita culinária.

Todos queremos mudanças. Um Brasil, um mundo melhor. Parece que essa também é a vontade de Deus, pois Ele deu o seu único Filho, para que todo aquele que n’Ele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. Os samaritanos em Sicar reconheceram em Jesus o salvador do mundo.

Deus amou o mundo (o Brasil) de tal maneira que Ele optou por mostrar graça. Graça que lhe custou tudo. Uma dor que não podemos de fato calcular, nem pelo lado humano, muito menos pelo lado divino. Fico a pensar se não somos para Deus um “Hobby muito caro”. Mas é bem mais do que isso. Ele resolveu fazer desse “Hobby” um investimento sério. Nós somos, em verdade, a família de Deus!

Deus não somente amou o mundo, salvou o mundo, mas também venceu o mundo.

O mundo, e o Brasil também, que queremos ver salvos é um lugar inóspito para os santos. Por isso mesmo precisa de salvação. Mas também precisa ser vencido, caso contrário – se sairmos por ele derrotados – não temos como auxiliar nada nem ninguém.

E essa é a vitória que vence o mundo. Não nosso discurso, não nosso ativismo. Mas nossa fé. A fé, que de uma vez por todas foi dada aos santos. Pois ela, e não uma bandeira ou credo político é o nosso ponto de confluência. É ela que nos faz enxergar com clareza aonde estamos e para onde queremos e devemos ir. E acima de tudo na companhia de quem.

Jesus não se deu ao trabalho de responder à pergunta sobre a fonte de sua autoridade. Ele agiu com autoridade que lhe era conferida. Mostrando graça e verdade. Ao nos passar o bastão nessa nobre tarefa de propagar as Boas Novas, do perdão dos pecados, Deus lança mão de determinados meios, dos quais a unidade da igreja, além de imprescindível, é o mais estratégico.

Permaneçamos em unidade e não deixemos que a propaganda política cause separação no corpo de Cristo. “Que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste”.

sábado, 8 de outubro de 2022

A voz do povo definitivamente não é a voz de Deus

 

“Ó gálatas insensatos! Quem vos enfeitiçou? Ora, não foi diante dos vossos olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado?”

Poderia uma igreja estar enfeitiçada? Poderia cristãos estarem enfeitiçados? Poderiam crentes serem insensatos?

Foi o missionário Stanley Jones quem cunhou a frase “o que ganha sua atenção, ganha você”.

Venho afirmando que o que importa é que o Senhor nos elegeu. E que nós cristãos devemos concentrar nossas forças no Reino dos quais somos cidadãos eternos. Jesus é a única alternativa.

Não que eu menospreze o exercício do voto. Mas também não quero ver ele sendo supra valorizado.

O valor do voto está em sua individualidade. Quando se torna algo coletivo, um movimento de massa ele já não é mais algo entre você e sua consciência. É algo manipulado por outras forças. Não vote pensando que seu voto irá definir as eleições. Ele não irá! Vote (ou não) em paz com sua consciência.

E talvez a verdade mais dolorida é que ganhando A ou B, a realidade também não mudará nessas proporções que se promete ou assombram. Não. Não é um governante que muda uma nação. Claro que também não quero menosprezar o valor de um ou mais políticos. Mas também não podemos supra valorizá-lo.

E aqui é hora de voltarmos para o verdadeiro Evangelho. O que muda, o que realmente transforma é só o Evangelho da cruz de Cristo.

Não concordo com a esquerda que diz, melhor deixar Deus fora disso (e famílias, e pátria e valores etc.) Isso sinaliza claramente o medo de pessoas que só querem mudar o status quo para elas entrarem na base da força numa zona de conforto da qual se sentem excluídas. Mas também não concordo com a direita que diz Deus mais isso e mais aquilo (família, pátria, valores etc.) Isso sinaliza evidentemente o outro lado de pessoas que querem defender sua zona de conforto. Elas esquecem que o mundo jaz no maligno, e que o amor ao presente século é inimizade com Deus.

Ainda que Jesus desse o devido valor à família e à Nação de Israel, Ele sempre deixou bem claro que o que estava em jogo era incomparavelmente maior e exigia TUDO. Nem família e nem Nação poderia concorrer, fazer frente ou entrar como subelemento no pacote. Era Deus, seu Reino, sua justiça e ponto. A cruz, o negar-se a si mesmo. Sem compromissos.

Por que esse radicalismo de Nosso Senhor Jesus? Porque Ele é verdadeiro. Ele sabe que tudo mais tiraria o foco do Evangelho. Ele disse que toda autoridade “já” lhe foi dada nos céus “e na terra”. Ele já venceu. E com Ele somos mais que vencedores. Reinamos em vida.

Nossa incumbência é irmos e pregarmos o Evangelho. A igreja tem feito isso há dois mil anos e deve focar, concentrar esforços nisso. Essa é nossa luta. Nossa luta não é impor (ou defender) justiça social, nem impor (ou defender) valores. Pregando e vivendo o evangelho nossos valores e nossa justiça ficarão evidenciadas.

Como será o futuro de nosso país?

A resposta para essa pergunta não estará na voz do povo (de Deus) nas urnas a cada quatro anos. Mas na resposta diária que dou ao chamado que o Cristo nos faz. Foi Ele quem nos elegeu e nos designou para irmos e darmos frutos, e que nossos frutos permaneçam. E façamos discípulos e os ensinemos a guardar tudo o que Ele nos ensinou. E uma das primeiras coisas que Ele nos ensinou é a confiarmos TOTAL e EXCLUSIVAMENTE n’ELE. Que assim seja.