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terça-feira, 11 de agosto de 2009

REAI$ ambiçõe$

A net num deixa passar nada, tudo na nossa mão em minutos... e de repente, encontramos todos nós vitualmente quase que de uma só vez.

Há uma década e pouco mais lá estávamos, em Lavras, cabelo ao vento, gente jovem reunida... e hoje, ainda somos os mesmos e vivemos. Será?

Quem não é de esquerda até os trinta não tem coração, e quem é de esquerda depois dos trinta não tem cérebro. Será mesmo?

Um amigo me falou certa feita uma frase que quase fez meu processo de mestrado naufragar. Nada de mais, aliás, algo óbvio que estamos cansados de saber, mas que me perturbou e perturba até hoje: "que usamos os pobres desprivilegiados para escrever teses e monografias acadêmicas sobre eles. E no fundo não muda nada (pra eles). E nós somos os principais beneficiados." - Verdade dura essa. Denuncia nossa vaidade e hipocrisia e faz-me pior do que um daqueles alienados da UDR, latifundiários, que pelo menos não mascarava suas REAI$ ambiçõe$.

Não sei porque estou escrevendo isso agora. Talvez pura nostalgia. Sei lá, mas acho que bem no fundo nutro uma esperança em vocês.

A propaganda "Diferente" fez minha cabeça naquela época e por mal dos pecados continuo acreditando nela até hoje.

Então, quando vocês estiverem juntos, lá no sítio se reencontrando, parem um minuto, se possível em silêncio. Juntem novamente as forças. Arranquem o restinho daquela garra que sobrou, esqueçam a realidade dura e crua do dia a dia, somem os sonhos novamente. E deliberem algo urgente! E mudem esse Brasil.

Vocês são minhas últimas cartas. Se vocês falharem, estará tudo perdido. Claro, que por último, lá no fim da lista, depois de vocês, sempre tem ainda as armas e a revolução. Ou seja o PC do B que desbancamos humilhantemente.

4 comentários:

Rubinho Osório disse...

Reais ambições!? Temo, meu "cauro", que haja uma "contradição de termos". Uma ambição nunca é real; o real nunca é ambicionado.
Mas eu tb tenho esse sonho louco de que alguns poucos e insanos ainda serão capazes de mudar este país. Vez em quando eu acordo e percebo que é só um sonho, mas aí, volto a sonhar...

Economia Ambiental disse...

Meu CAro Rogério,

Acho que esse deve estar defasado, no entanto, sua retórica ainda é válida diante do capitalismo selvagem que se viu em Copenhaguem. Uma vergonha, que está acima de muitos interesses mais diretos à nossa pele. Penso na imaturidade dos tempos modernos e sua gente faminta, faminta por mais dinheiro, poder, status, e comida, e teto, e dignidade.... qual o valor das reais ambições? Qual deveria ser nossas Reais Ambições???
Abs.

Economia Ambiental disse...

Abração Arnaldo.

Roger disse...

Sobre Compenhage, como Lembrou bem um colega nosso: Há algo de podre no Reino da Dinamarca.