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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Os juízes Sérgio Moro e Pilatos

Estamos falando aqui de dois juízes que condenaram dois homens. Um deles, indubitavelmente inocente, Jesus de Nazaré, nosso Senhor e Salvador.

Me veio essa comparação à mente, pois vejo certos cristãos atacando com tanto afinco a postura do Ministro da Justiça brasileira, Sérgio Moro, que só me restou essa hipótese: eles estão pensando no julgamento de Jesus. Onde um inocente foi condenado. Eles possuindo esse paradigma em mente, veem todo juízo humano como injusto e falho. E por consequência todo condenado é um injustiçado.

Essa associação é bem parecida com outra bem comum, no mesmo patamar e sentido. É o caso da mulher pega em flagrante adultério. Onde, tenta-se comumente associar toda e qualquer pessoa de vida imoral àquela mulher. Os pecadores são “madalenas” e o “fariseu” é todo tipo de religioso que deixa escapar de seus lábios a palavra pecado. Tive por pouco tempo, um longo e cansativo diálogo com uma pessoa que insistia em dizer que eu não poderia, de forma alguma, dizer que o homossexualismo é pecado; quem era eu para falar isso ou aquilo da vida dos outros, que era uma matéria da qual eu não entendia nada, para querer julgar e atirar pedras, sendo que nós todos somos pecadores. Por fim disse para essa pessoa. Que conhecendo-a entendia sua fé cristã. E entendia que sua maior preocupação era a de não cairmos na posição farisaica de ficarmos condenando os homossexuais e que sabíamos que Jesus ficou conhecido como o amigo dos pecadores. Mas que ela sabia melhor do que eu que o homossexualismo era uma expressão de perversidade sexual, uma delas. E que embora estejamos prontos para, como Jesus, acolher qualquer pessoa por mais pecadora que seja, não podemos em nenhum momento atribuir ao comportamento do Cristo, um aval para a libertinagem e a permissividade. Ela acabou rindo e dando o braço a torcer.

Nós cristãos somos amantes da graça. E devida à essa graça o mundo vem sido radicalmente transformado desde o advento do Filho de Deus, encarnado e feito homem. Mas nunca isso foi ou será o cheque em branco para o “agora liberou geral”.

Dito isso, voltemos ao Sérgio Moro.

Ponto um (fiquemos somente com os três principais), no sinédrio Jesus foi acusado por uma série de “delatores” falsos, falsas testemunhas, cujo depoimento não batia. O plano para prender e matar Jesus (tentando tirá-lo de cena) já estava arquitetado antes de seus julgamentos. Tal plano correspondia na presciência de Deus ao plano de salvação através da morte vicária do cordeiro. Se na perspectiva divina tudo já estava predeterminado, na humana, havia por parte dos atores a responsabilidade individual e moral de cada um. Ali cada um (inclusive Jesus) teve que fazer suas próprias e escolhas e escolher seu próprio caminho. Ali, Jesus se declara o Messias divino, e então é acusado de blasfêmia e condenado à morte e entregue a Pilatos. Qual crime Jesus cometeu? Nenhum. Uma questão religiosa da lei judaica, para os olhos romanos. Mas ele foi feito pecado.

Moro quando recebe as acusações contra Lula, resumida por uma apresentação de Power Point, não estava lidando com uma série de falsas testemunhas. Pelo contrário o que ele tem é um conjunto consistente de depoimentos e planilhas apreendidas com codinomes que foram decodificados, e dinheiro restituído e uma rede de relacionamentos que envolvia a Petrobras, Construtoras e Partidos políticos e seus agentes, diretores, dirigentes e políticos. As suspeitas que vinham em torno de Lula lá do mensalão agora se mostravam ainda mais óbvias. O grande crime do ex-presidente não foi nem tanto flertar com uma reforma num triplex ou num sítio, mas de, no mínimo, permitir um esquema bilionário de corrupção se beneficiando dele para manter-se no poder, pessoalmente ou através de seus aliados. A vítima? O povo brasileiro, as instituições, a política, as estatais, eu e você.

Pilatos recebe para julgar um homem inocente, como jamais houvera na humanidade. Moro recebe um político, vindo de um sistema político corrompido, no qual ele se lambuzou. Repito, não necessariamente em questões financeiras, mas em troca de poder (político).

Segundo, Pilatos percebe logo de cara o conluio para matar Jesus por uma questão de inveja. Ele mesmo declara não ver crime algum em Jesus. E tenta livrá-lo, num primeiro momento. Em seguida os judeus o alertam que se ele libertasse Jesus, não seria amigo de César, pois Jesus dizia-se Rei. Pilatos o confronta com essa ideia e se perturba no diálogo, pois percebe que o homem que estava em suas mãos não era um homem comum.

Moro percebe logo de cara a culpabilidade de Lula, por ser o principal tomador de decisão do principal partido (dentre outros) que estava até o pescoço atolado em escândalos de corrupção. A pressão popular trabalha intensivamente para livrá-lo. A presidente tenta livrá-lo por meio de uma jogada, dando-lhe o foro privilegiado (mais um indício que o cerco estava se fechando). A ação é interceptada pelo judiciário.

Pilatos, que anteriormente se orgulha de ter poder para soltar ou condenar a Jesus, vê seu poder sendo castrado primeiramente pelas ameaças do sinédrio e depois pela multidão que pede a morte de Jesus. Moro, juntamente com o ministério público, estão seguramente convictos da culpabilidade de Lula e detectam o deslize do ex-metalúrgico ao receber reformas em imóveis que estavam à disposição para ele e sua família. Imóveis que construtoras envolvidas nos escândalos de corrupção contabilizavam como propina para molhar a mão do petista.

Por fim, Pilatos chama a opinião pública e convoca um plebiscito para decidir quem seria beneficiado por um indulto de páscoa, Jesus ou Barrabás. A multidão liberta Barrabás. Pilatos condena Jesus, com a acusação de ele ser o Rei dos Judeus. Pilatos lava suas mãos.

Moro dá a sentença, baseado nas provas, nas provas testemunhais, no amplo direito de defesa do réu e em sua capacidade e consciência de juiz. Lula é condenado em primeira instância. O processo é analisado em segunda instância e ele é novamente condenado. E em terceira instância ele é novamente condenado. Para a história fica a figura de um juiz que condenou um homem que veio do povo e se tornou um político profissional chegando à presidência da república. Lá estando mostrou que sua prática estava comprometida não com um projeto de governo, mas com um projeto de poder. Às custas da ética, da qual o partido, dizia-se defensor.

Permanece a queixa sobre a igualdade dos homens perante a lei. E o que se passará com um Renan Calheiros, um Aécio e um Sarnei, dentre tantos que gozam do foro privilegiado, e cujas ações não puderam ser tão intensamente investigadas pelo ministério público? Essa queixa, contra a fragilidade do sistema, não anula, porém, a culpabilidade de Lula. A campanha aqui então não deveria ser para inocentá-lo, mas para chegar-se a outros peixes grandes, até ficar claro para a sociedade que a impunidade não é a regra.

Pilatos entrou para história como o juiz, que covardemente preferiu a amizade do César do que a verdade das evidências, do que a Verdade, o Caminho e a Vida.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Êxodo político

O Lula ainda não se tocou que ele foi preso, não por causa de uma reforma num sítio ou num apartamento, mas por causa dos bilhões que ele e sua quadrilha roubaram e deixaram roubar em troca do poder político e regalias. Ele e @ReinaldoAzevedo ficam perguntando pela prova, como se o testemunho múltiplo e congruente de vários delatores e a evidências dos fatos por si só não bastassem. Parecem com aquele menino mimado que tá mais interessado nas regrinhas do jogo do que no jogo em si mesmo. Ele peneira as regrinhas e engole um elefante de trapaças. Não se diverte e fica atrapalhando a brincadeira. Um perdedor no jogo da democracia...

Quando o FHC fez corte das verbas da Educação a UNE convocou uma greve. Em nosso DCE eu fui o único que defendi uma paralisação. Os próprios estudantes petistas acharam melhor deixar pra lá... ficaram com medo da greve não colar e queimarem o filme do DCE. Optaram por colocar um pano preto na porta do DCE em sinal de luto. Naquele dia o PT morreu pra mim, vi que não passavam de oportunistas e interesseiros sem reais valores.

Quando os estudantes foram para as ruas para protestar contra o FHC, ainda que eu me alinhasse mais à esquerda, achei aquilo um absurdo. Uma coisa é você ter uma causa de protesto, outra é você depreciar o líder de seu próprio país.

"Não blasfemem contra Deus nem amaldiçoem uma autoridade do seu povo.” Êxodo 22:28 Aqueles líderes cristãos que não se cansam de amaldiçoar os políticos brasileiros estão fazendo um desfavor ao Evangelho, à Igreja, ao país e a toda sociedade brasileira.

@LeonardoBoff @freibetto e @jungmosung pelos católicos @gondimricardo ‏@ariovaldo @elienaijr e @saobrabo pelo lado evangélico estão corretíssimos em clamarem por justiça social no Brasil, mas estão erradíssimos em trafegarem pela via marxista. Estou feliz de ter me descolado desses caras.

O caminho da rebeldia pode ser bem escorregadio. Bonhöffer e o grupo da Rosa Branca que se levantaram contra Hitler na Alemanha nazista, pagaram com suas vidas e deixaram um legado de coragem e civilidade. Mas Davi que em seu tempo recusou-se a se levantar contra Saul, viveu e reinou em Israel por longos anos.

Nunca hay que endurecerse... um coração endurecido é um coração sem ternura, é um coração perdido, petrificado. A máxima de Jesus permanece: ofereça a outra face.

Quando Jesus endureceu os punhos e pôs ordem na casa. Ele não ficou ameaçando ou discutindo. Ele foi lá e fez. Temos que escolher as brigas e vencê-las. Nossa batalha não é contra carne ou sangue.

Pessoas como @SF_Moro @deltanmd e o presidente @jairbolsonaro tem mostrado virilidade e seriedade no trato legal de questões endêmicas da sociedade brasileira. Tudo indica que terão a devida perseverança e o lastro moral para desarraigar esse mal do país. Porque imperfeitos precisam de nossas orações.

O que um governo não precisa é de críticas desonestas e falaciosas logo em tão pouco tempo. Mas isso revela a índole dos opositores. Verdade é que o povo brasileiro ainda não se dobrou de fato ao Rei Jesus. A idolatria e tantos outros pecados predominam em solo brasileiro, e pior, sob o manto do catolicismo - ou do evangelicalismo, como queiram.

O Brasil está passando por um êxodo político, reflexo do crescimento da igreja evangélica livre no país. É confortante não só saber, mas ver que Deus está no controle de tudo e que certamente dias melhores estão por vir. Há sal nessa terra e luz nesse mundo!

terça-feira, 16 de abril de 2019

Ele não foi assassinado

Desculpe-me meu amigo, mas Jesus não foi assassinado, não.

Engraçado como que em uma sentença, num ato falho, alguém expõe sua alma, sua teologia, suas convicções.

A análise marxista analisa a sociedade através de uma visão materialista. É o trabalho, a produção, a matéria que determina o campo das ideias. Não o contrário.

Não posso negar por completo a obra de um Karl Marx. Não obstante suas deficiências teóricas são notáveis. Há acertos inegáveis que explicam comportamentos da sociedade e até mesmo a ação da igreja.

Deus se fez carne. Jesus é Deus em carne e osso. Deus homem. O filho do homem e o filho de Deus.

Não se pode negar a encarnação. Isso é diabólico.

Mas negar a divindade do Cristo também não leva a lugar nenhum.

Em toda a trama que é revista por ocasião da Páscoa, onde Jesus é traído, julgado e crucificado fica uma forte impressão de uma derrota daquilo que há de mais nobre no ser humano. Seus sonhos, sua bondade, sua criatividade, sua divindade, sua vida, sua pessoalidade. Jesus é sepultado: um corpo. Materialismo puro e simples...

Tudo leva a crer que as forças do mal conspiraram e foram mais fortes. Um jovem inocente, como jamais existira, fora injustamente morto.

A ressurreição no terceiro dia desfaz, todavia, todas as dúvidas. O Cristo está vivo!

Como assim?

Jesus nos explica: era necessário.

Jesus foi preso como criminoso. Um perturbador da ordem. Mas mais do que isso, sua condenação em primeira instância foi por blasfêmia. Um blasfemador infame, cuja a pena só poderia ser a morte.

Impedidos de executar a pena, os judeus trazem Jesus ao governo secular, a segunda instância. Essa tenta conforme os padrões humanos oferecer um julgamento justo. Fracassa. O que estava em jogo era muito mais complexo e forte do que as leis de Roma pudessem abraçar. Ele é o Rei dos Judeus e usurpa o poder de César. Pena: morte de cruz.

Tendo em suas mãos todo poder argumentativo e sabedoria para se defender e toda retaguarda das hostes celestiais para lutar em seu favor, Jesus simplesmente se entrega. Se submete à vontade do Pai. O objetivo ali não era fugir da cruz a todo preço. Em outras ocasiões, quando os judeus queriam lançar Jesus pelo um precipício ou enviaram guardas para prendê-lo Jesus simplesmente evita a sentença. Sua hora ainda não havia chegado. Mas agora o ponto tinha sido atingido.

Sem correr ao encontro do sofrimento, mas também sem fugir dele, Jesus segue os passos que lhes são propostos um após o outro.

Uma pena de morte não é categoricamente um assassinato. Mas não é esse o ponto. Não se trata de uma questão puramente semântica, jurídica ou de direitos humanos.

Jesus derrama seu sangue, sua vida. Ele oferece o sacrifício substitutivo. Ele paga o preço do resgate, a nossa dívida. Ali é Deus. Filho, mas também Pai. Juntos sofrendo por nós. Pelos nossos pecados. Um sacrifício voluntário. A iniciativa, por mais incrível que pareça, vem de Deus; não dos atores em cena.

Na ressurreição e ascensão as coisas começam a voltar para os seus devidos lugares. Jesus é justificado em espírito. O corpo de Jesus sobe aos céus. Ele se assenta à direita do Pai, de onde a de vir.

Com todo o significado material, da física, e da sociedade, é a metafísica que traz o sentido último. E não poderia ser diferente, pois "Deus é espírito".

São as profecias, o plano e a soberania divina que explicam e definem o sacrifício do Cristo. É a perspectiva da fé, do crente, da Palavra de Deus, e portanto da verdade.

"Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la.
Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e poder para tornar a tomá-la" João 10:17.18

sábado, 6 de abril de 2019

Vem pra guerra

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A pergunta não é se você é a favor ou não da guerra.

Já estamos em guerra.

A pergunta então é se você está pronto para a batalha ou não.

A pergunta é, então, de que lado você está?

Não lhe pergunto se você é situação ou oposição.

Não lhe pergunto se você é de esquerda ou de direita.

Não me interessa saber se você é contra ou a favor do capitalismo.

Suas convicções religiosas e espirituais também pouco importarão: católico, evangélico, espírita, batista, pentecostal, assembleiano ou presbiteriano. Carismático ou tradicional, fundamentalista ou liberal… nada disso importa.

De que lado você está? A guerra está em curso. Por que, ou melhor, por quem você está disposto a morrer ou viver?

Não se esconda. Tome posição nessa batalha.

“Os covardes não entrarão no Reino dos Céus.”

“Porque Deus não nos deu o espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.”