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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Como a Administração me ajudou a entender a Soberania Divina

A Soberania Divina não é ponto passivo.

Alguém em algum lugar perguntou aquilo que todo ser humano, em seu coração, um dia, já perguntou: “Como pode Deus ser ao mesmo tempo bom e soberano, se existe o Mal?” “Se Ele é bom, não é suficientemente soberano para frear o Mal. Se é soberano, não é bom o suficiente para frear o Mal…”

A saída teológica calvinista está em exacerbar a soberania. Para todo mal que acontece há um propósito divino, que naturalmente é misterioso para nós pobres mortais. Deus tem um plano infalível. Nada foge ao controle divino. Em resumo, todo mal que acontece não passa de um bem disfarçado.

Sabemos que a coisa não é bem assim…

As ciências gerenciais, mais especificamente a Administração de Empresas apresenta um modelo funcional para o administrador. Segundo esse modelo o administrador exerce basicamente 4 funções, que são cíclicas, o assim chamado PODC, Planeja, Organiza, Dirige e Controla.

Diferentemente daquilo que popularmente se entende por controle, na administração o “controlar” significa uma comparação daquilo que foi planejado com aquilo que se realizou. O controle, longe de ser um esforço em evitar erros, é um esforço em mensurar e corrigir os erros. Lembra-se do controle de qualidade?

Nesse modelo, por ser cíclico, o plano está sempre sendo revisto, de acordo com as demais funções especialmente de acordo com o controle.

Quando um administrador apresenta um plano e coloca ele em prática, depois de determinado tempo os pontos fracos aparecerão. Coisas sairão erradas, fora do planejado. Então as metas, os processos, o plano, em fim, precisarão ser revistos, para que aquilo que é essencial, prioridade, no plano seja preservado.

Assim também é Deus. O mal acontece justamente porque Ele decidiu não ter tudo nas mãos. E como só Ele é perfeito, coisas sairão fatalmente erradas. Mesmo assim ele mantém seus objetivos prioritários e essenciais.

Quando falamos que Deus tem tudo sob controle, não significa que Ele está planejando tudo, que todo mal que acontece foi por Deus planejado, não significa que ele está dirigindo tudo. Não! Quando Deus está exercendo seu controle, Ele está verificando sim aquilo que saiu fora do plano original, para rever suas metas, para rever seu plano. Evidentemente que Deus mantém fixas suas prioridades e aquilo que é essencial em seu plano; mas para mim é também claro que Ele ao verificar o mal, como bom administrador, irá propor novo plano, onde aquele mal seja corrigido.

Deus é bom o suficiente e soberano o suficiente para permitir o mal e de forma cabal, no tempo certo corrigi-lo ou puni-lo.

2 comentários:

Rubinho Osório disse...

Huuummm, sei não... essas explicações muito "certinhas" me embrulham o estômago. Podem até estar corretas, mas qual a consequência disso? Vamos nos contentar com esta explicação e parar de pensar, refletir, inquirir? Vamos nos acomodar e dizer "já sei tudo que preciso"???
Ou, na minha opinião, o mais certo seria perguntar: "E se não for assim? Que outra forma podemos pensar?"
Salvo engano, lógico!

Roger disse...

Nem todo estômago aguenta alimento sólido... :)