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terça-feira, 19 de março de 2013

To lead, or not to lead

Difícil não ter ficado intrigado com os escritos da Bacia das Almas. Mais difícil ainda quando o tema esbarra no já intrigante reverendo Jim Jones, sua seita e o suicídio em massa lá pelos idos dos anos 70.
 
Assim, remedio-me valendo-me do papel deste Blog.
 
Jim Jones um homem que passou por minha cidade natal, Belo Horizonte, e voltou conturbado para os USA (o que espero não ter uma coisa tido nada a ver com a outra).
 
Paulo Brabo conhecidamente discípulo de Jacques Ellul, portanto um anarquista cristão, deixa anotado em seu Post:
Brabo, não siga líderes. Por tudo que é sagrado, não se torne um.
E mal percebe que não há pouco tempo é um. Para algumas teorias gerenciais, tenha até mesmo sempre sido um: Um Líder Nato.
 
Aqui é a hora, para garantirmos que estamos todos falando a mesma língua, para pormos de lado toda clareza semântica que envolve esse vocábulo tão curioso, líder. Sua origem  anglo-saxônica leader, depõe contra todo bom sentido que poderíamos emprestar-lhe.
 
Busquemos dois sentidos, entretanto, no Aurélio que se aproxima mais do tipo de Líder que Brabo se tornou:
1. Indivíduo que chefia, comanda e/ou orienta, em qualquer tipo de ação, empresa ou linha de idéias.
2.
Guia, chefe ou condutor que representa um grupo, uma corrente de opinião, etc.
Importantes expoentes do movimento cristão brasileiro como Rubinho, Lou, Gondim e Kiwitz, ou mesmo o Roger em terras germânicas, o mantém como referência para renovação do entendimento. Não é nenhum exagero dizer que Brabo, contradizendo o anarquismo de Ellul, serve de orientação para uma linha de idéias relativamente Nova e que é um dos mais autênticos  representantes, se não o principal, dessa corrente de opinião.
 
Se Brabo não é  líder  - o que em hipótese alguma pode ser interpretado pejorativamente - resta-nos dizer, que do seu veneno antídoto todos já bebemos. Pelo menos uma dose suficiente para nunca termos que escrever algo com o subtítulo de “confissões de um ex-viciado de ...”.

3 comentários:

Sinésio disse...

Brabo não tem caráter de liderança. É, na verdade, uma liderança sem caráter (o que faz dele amável, além de intrigante)

Rondinelly disse...

Brabo não tem caráter de liderança. É, na verdade, uma liderança sem caráter (o que faz dele amável, além de intrigante)

Rubinho Osório disse...

O Brabo... como definir o cara? Ele é o cara!
Se vc tá confortável, ele te desconforta, se vc tá desolado, ele te conforta. Não o sigo, ele me segue, pois sempre que sinto o chão fugir debaixo dos pés, ele se apresenta com um texto tranquilizador, e quando estou entediado até a morte, ele me destrói as certezas e revira meu estômago.
ô cara chato!!! E indispensável.