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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Porque a homossexualidade é um pecado

Tenho evitado por anos a abordar esse assunto aqui. Evitado porque esse é um tema provocativo, polêmico e esbarra a todo tempo nas redes sociais de todo mundo.

Alguns perceberam que Jesus, o Messias, não gastou com esse assunto – diretamente – nada do seu breve tempo de ministério.

Ao contrário d’Ele, a direita evangélica (e talvez católica e ortodoxa também) gastam muito de sua energia em atacar o movimento organizado, que por sua vez luta por galgar mais direitos para o grupo.

É evidente que essa temática não é nada nova. A Bíblia trata dela tanto no velho como no novo testamento. É de conhecimento geral que a homossexualidade é pecado. O que se percebe hoje é um avanço cada vez maior, para se apresentar esse comportamento como sendo algo aceitável.

Todos nós sabemos que existem centenas, se não milhares, de comportamentos humanos que não são dignos. Evitarei nomeá-los, em respeito a um ou outro amigo gay que leia essas linhas. Mas todos esses comportamentos são igualmente condenáveis, se não pela sociedade, pela lei divina.

A palavra pecado trás uma carga complexa de entendimentos. Alguns até preferem riscá-la do vocabulário. Afinal o que é pecado? E pecado é o quê?

O sentido religioso da palavra, então, é o que mais se quer evitar. Afinal, “quem não tem pecado, que atire a primeira pedra”.

Certo chinês, que foi perseguido e morto por ser cristão, notou que na epístola aos romanos, são Paulo difere “o” Pecado de “os” pecados. Para ele o chamado “pecado original” sob o qual toda humanidade se encontra é uma lei, um princípio que escraviza todo filho de Adão. Só Jesus, que nasceu pela virtude do Espírito Santo, que teve a carne não contaminada pelo pecado original e jamais pecou, embora tenha sido tentado em tudo. Por isso mesmo Jesus veio, morreu e ressuscitou, para libertar todo homem dessa escravidão do pecado. Qualquer ser humano, heterossexual e também homossexual, necessita da obra redentora de Cristo para alcançar a salvação de sua alma. Foi por isso que João Batista anunciou Jesus como sendo o Cordeiro de Deus, que tira o Pecado do mundo. O apóstolo Paulo esclarece que Jesus morreu, para que morramos com Ele, e Ele foi crucificado e sepultado, para que juntamente com Ele o nosso corpo do pecado também seja amortecido e sepultado.

Existe uma brincadeira que conta “não existir ex-gay”, numa tentativa lúdica de justificar ser homossexualidade um comportamento tão arraigado que não há como alterá-lo. Isso é obviamente uma inverdade, não é necessário muito tempo de pesquisa para encontrar várias pessoas que mudaram seu modo de vida.

Já os pecados que se comete, também ofensivos a Deus, diz respeito à quebra da lei divina. O mesmo são Paulo lamenta que “o bem que ele queria fazer, não fazia, mas o mal que não queria, esse sim ele fazia”. Por isso foi um árduo propagador da salvação, não pelo cumprimento da lei, mas pela fé no Evangelho. O Evangelho, anuncia não somente a libertação do poder do pecado, mas também a possibilidade de perdão mediante a fé em Cristo, para cada desvio que se comete. Esse processo de arrependimento, confissão e perdão de pecados é que leva à purificação do coração humano, que possibilita a uma mudança de mente e comportamento. Como um todo é chamado de santificação, para a qual todo discípulo de Cristo é chamado. E isso não se alcança pelas obras, mas pela graça.

Bem, a homossexualidade, como qualquer outro comportamento sexual ilícito, está longe de ser uma virtude ou algo santo. Existem muitos desvios sexuais listados na Bíblia, alguns foram até tolerados por Deus, como a poligamia, mas doa a quem doer, a homossexualidade é tida como “abominação” é algo que irrita a Deus ainda mais que os pecadilhos do dia a dia.

Mas isso não significa que a homossexualidade seja o pior dos pecados (se é que isso seja algum consolo). Sodoma e Gomorra são listadas como cidades promiscuas, mas o profeta faz questão de relatar que o pecado delas foi não ter auxiliado o necessitado. E Jesus diz que cidades por onde Ele passou sofreriam juízo maio por não terem reconhecido os seus milagres.

Então se alguém quiser saber qual é minha opinião sobre o assunto acho que tem aqui um bom resumo. Penso que meus conhecidos gays, por saberem que sou cristão, e por me conhecerem sabem mais ou menos o que penso.

Àqueles que são heterossexuais e que por alguma razão são simpáticos ao comportamento gay e não querem ver nisso um pecado, talvez venham a refletir no que disse e talvez concordem ou não com o que escrevi – acho que é o direito de cada um ter sua opinião sobre o que quiser. Inclusive eu a minha.

4 comentários:

Lou Mello disse...

Caríssimo Roger

Tudo bem por aí? Parece que ainda há frio, embora seja primavera, verdade? Bom, tenho evitado esse tema, embora já tenha esboçado alguma coisa lá na Gruta. Pra dizer a verdade, não tenho posições fechadas a respeito, como de resto. Minhas ideias também estão condenadas à mudança eterna. Arriscaria dizer, olhando para seu post, que para a Igreja Institucional, pelo menos para a maioria dela, o homossexualismo é considerado pecado. Creio que esse é um direito dela. Proibir a Igreja, ou qualquer outro segmento ou pessoas de acreditar no que quiserem é restringir essa liberdade. Lembrando sempre que, todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas nos convém, como diz o texto bíblico. Abração.

rubens osorio disse...

Oi, Roger, oi Lou! abraços aos 2!!!
Roger, creio que homossexualismo seja como tantas outras coisas que não saíram como previsto no script.
Nós já declaramos o alcoolismo um grave pecado, e condenamos os alcoólatras ao inferno. Depois, descobriu-se um "defeitinho" genético que predispõe a pessoa ao alcoolismo. Meu cunhado, alcoolista, luta diariamente para se manter sóbrio. Conheço gays que adorariam não sê-lo, e que sofrem diariamente por ser. Por que adicionar sofrimento condenando-os por algo sobre o qual não tiveram opção? Não eu. Pecado, pra mim é outra coisa. E por todos fomos cobertos com a Graça. Preocupam-me os heterossexuais. Esses, sim, pecadores atrozes!!!

Roger Brand disse...

Abraço, Rubinho. Como você mesmo disse, seus conhecidos gays adorariam não sê-lo. Então por que não?
Talvez nessa lista poderíamos incluir não só o alcoólicos, mas viciados em drogas, em drogas pesadas, em pornografia, em trair, em mentir, em roubar, em dinheiro, em poder... Talvez todos, em momentos de lucidez, adorariam parar.
A mensagem permanece "**arrependei-vos** e crede no Evangelho".

Roger Brand disse...

É Lou, esse é mesmo um tema espinhento... Por isso evitamos. Ele chega assim de raspão mas não chega a atingir diretamente, então fica complicado também ficar opinando naquilo que não é do nosso bedelho. O que me moveu hoje foi a quantidade de sugestões do Facebook de contatos gays que tive que ficar deletando...
Talvez eu até gostaria de dizer a alguns amigos gays que isso não é pecado, mas por tê-los como amigos sou forçado à em amor declarar a verdade. Algumas vezes fiz o mesmo com aqueles que traíam a esposa. Falei que isso era adultério e era pecado.
O problema está em à partir daí começar a atirar pedras, a agredir, a punir. Isso de fato, não é nosso papel.