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quarta-feira, 13 de maio de 2009

O que afinal de contas Deus não pode? (parte 2)

Aproveitando a deixa de Rubinho, e de e vários outros E-mails que recebi* vamos com todo o cuidado devido pensar um pouco sobre Deus não poder certas coisas, dentre elas, conhecer um futuro que não exista.

Na cidade Dinamarquesa de Glyngøre há um miniatura do sistema solar, em uma escala de 1:1 bilhão. Ou seja, o sol foi reduzido a um tamanho mísero de 1,4 metros de diâmetro.

Se você andar 60 metros ainda na cidade encontrará o primeiro planeta, Mercúrio, com meio centímetro de diâmetro. Para manter a proporção, a terra, que dista do sol 150 milhões de Km ficou afastada 150 metros do museu da cidade onde o sol está, e mede 1,2 cm. Dentro destas mesmas proporções, você encontrará dentre outros, Saturno (foto) medindo 11 cm e o último planeta, Plutão, com 2 mm, afastado nada menos que 6 km.

E nosso sistema solar é só um… dentre quantos? De fato, não podemos encaixotar um Deus que criou todas essa grandiosidade.

Deus com todo esse poder e força não pode, todavia, fazer uma série de coisas que nós, meros mortais, fazemos tão banalmente (e até descaradamente) a saber, pecar. E aí vai uma lista: mentir, roubar, assassinar, cobiçar, adulterar, invejar…

“é impossível que Deus minta”

Para Deus é impossível mentir. Para nós é quase que nosso estado natural. Assim Ele não faz confabulações sobre o futuro. Ele promete e cumpre. Ele planeja e executa.

Nesse sentido o futuro só existe de fato em um lugar: na cabeça de Deus. A idéia de se poder ir para uma determinada época e transcender o tempo é mera ficção e não tem nada a ver com a realidade.

Como cópias do Original também temos a capacidade de projetar o futuro. E também de executá-lo. Assim, de certa forma, o futuro está também em nossos corações. “Mas a resposta dos lábios vem de Deus”.

Como cópias defeituosas temos, contudo, sempre a capacidade de transformar o que seria um dom em uma agonia. Assim quando pensamos no futuro geralmente, ou ficamos aquém do possível e ficamos ansiosos, e temerosos, ou vamos além do realizável, e nos perdemos em nossas ambições e ilusões.

Com Deus não é assim. Esse é o tipo de futuro que ele não conhece, pois não é real. Ele conhece sim, os pensamentos de nossos corações. Mas Ele não se deixa contagiar pela nossa ansiedade.

“Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.”

O Filho, que não é menos Deus que o Pai, não poderia saber a data de seu retorno.

Deus nosso Pai tem uma agenda com muitos compromissos (a maioria importantes), mas também há muito espaço em branco e Ele nos convida para fazermos nossas anotações nela.

*{e de vários outros E-mails que recebi não consta nos melhores manuscritos}

3 comentários:

juliana disse...

Olá!
Achei muito interessante o texto. Mais uns bons motivos para enaltecer somente o nome do nosso Senhor, e reconhecer a nossa insignificância sem Ele. Porem, com Ele já somos mais que vencedores.

Um abraço.

Roger disse...

Oi Juliana,

obrigado por sua visita aqui no Teologia Livre.

Justamente porque é tao sublime, Ele atenta para nossa insiguinificância.

Beijos,

Roger

Clóvis disse...

Roger,

Continuando meu passeio pelo seu blog, já que não posso percorrer o mini sistema solar de Glyngore, faço uma pergunta ao guia de viagem:

Quando você diz "Nesse sentido o futuro só existe de fato em um lugar: na cabeça de Deus", pergunto: sendo Deus infinitamente perfeito, esse conhecimento de Deus é também infinito e perfeito?

Se sim, como poderia ser de haver páginas em branco na agenda de Deus?

Em Cristo,

Clóvis