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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Na Alemanha é assim - Política

Imagine se nas eleições gerais em 2010 no Brasil valessem as regras que hoje valem na Alemanha.
 
Algumas mudanças seriam interessantes. A primeira delas, é que os partidos que obtiveram menos de 5% dos votos não teriam lugar no congresso. Ou seja, estariam fora PTB, PSC, PV, PCdoB, PPS e PRB e outros menores.
 
Hoje temos 23 partidos no Congresso Nacional do Brasil, enquanto na Alemanha possuímos somente 5. (O leque de opções nas eleições alemãs variavam de 8 a 20 diferentes partidos, dependendo da região).
 
Se uma lei como essa, de um mínimo de representatividade de 5%, fosse adotada no Brasil o resultado seria que teríamos somente 8 (o que já é muito) partidos no congresso: PT, PMDB, PSDB, DEM, PP, PR, PSB, PDT.
 
A princípio pode parecer injusto com, por exemplo, o PV de Marina que obteve 19% dos votos para presidente. Mas convenhamos que, tal medida, sanaria uma contradição. E um candidato tão forte assim, que tem cerca de um quinto do eleitorado,  teria que necessariamente estar afinado com uma legenda que suportasse esse apoio.
 
E na Alemanha é assim, a popularidade de um nome estará fatalmente ancorado na ideologia e simpatia que o partido carrega. Um forte candidato para primeiro ministro (o equivalente a nosso presidente), significa paralelamente um forte partido.
 
Outra consequência previsível de tal lei seria uma maior e melhor competitividade entre os grandes partidos, uma vez que a vitória do partido só está assegurada de acordo com sua capacidade de coligar, e isso, após o pleito.
 
Assim, hoje, o que esperamos na Alemanha é que os dois grandes partidos que obtiveram o maior número de votos, a União Cristã (42%) e os Sociais Democratas (26%), que tradicionalmente se opõe entre si, se coliguem e formem um novo gabinete de governo.
 
Isso equivale em termos brasileiros em se pensar numa coligação entre o PT e o PSDB. E que para alguns, isso já há muito teria sido o único caminho político lógico e sustentável para o Brasil.

Um comentário:

Rubinho Osório disse...

Como anarquista, digo logo que não dá certo, mas que seria um avanço, seria. Creio que o voto distrital misto tb seria bom e que o impedimento de troca de partido após a eleição - sob pena de perda de mandato - teria um impacto positivo. Mas nada influiria tanto a política como um movimento anarquista forte...