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domingo, 12 de outubro de 2008

Conservadores ou liberais? (1)

Então falemos um pouco mais sobre a enquete do Blog.

O Beto já deu um bom pontapé inicial na discussão (Os conservadores, os liberais e os alienados). Ele chama a atenção que existe uma massa de alienados, que não sabem nem o que são.

Até hoje, nossa enquete mostra que metade é liberal e os “restantes” 69% dos evangélicos são conservadores. Ou seja, 19% jogam nos dois times de acordo com as conveniências!

Um pouco de matemática nos mostraria que 50 – 19 = 31% é puramente liberal e outros 69 – 19 = 50% seria puramente conservadora. Ou seja, o grupo conservador é predominante!

Claro que quem participou da enquete, um grupo seleto de 26 pessoas, que visitou o Blog e se importou em registrar sua visão foi uma minoria na massa. Em poucas palavras, a nata das cabeças pensantes do mundo evangélico atual, pessoas credenciadas para avaliar de forma sensata a situação!

O que significaria “conservadorismo” ou “liberalismo”? Com já comentei no Post do Beto, a enquete foi propositadamente construída sobre bases vagas.

ALFJr. Nos chamou a atenção que tais rótulos são movimentos reais que tiveram endereço certo na história. Mas hoje pouco servem como referencial para explicar crenças e atitudes dentro da igreja. Vitor Grando  nos lembrou da importância de nos concentrarmos em sermos evangélicos e fugirmos do perigo dos extremos. Celso Oliveira lamenta a multidão de alienados e preferiria que houvesse então somente dois grupos, liberais e conservadores, mas convictos.

O Fanuel fez uma ótima análise do assunto, que vale a pena ser lida em seu comentário. Mas resumindo ele chama a atenção para se saber diferenciar as idéias das pessoas.

Tarefa essa que eu particularmente acho muito difícil, mas não impossível.

(continua)

2 comentários:

ALFJr. disse...

Olá, bom dia a todos(as).

Concordo com a síntese do Felipe Fanuel, e gostei do que você disse, separar as pessoas das idéias delas é possível, porém muito difícil.

Mas talvez eu fizesse ainda mias uma consideração que julgo relevante: Geralmente, não nos relacionamos com as pessoas em si, mas com os papéis que elas representam em cada lugar em que estão, nos relacionamos antes com as idéias delas.

No nosso imaginário, e isso tem sido um debate das ciências humans: a pessoa é composta também pelas idéias que tem, tanto quanto cada idéia reflete um pedaço da pessoa.

Mesmo assim, em nível didático-cristão[isso existe? rsrsr], é muito mais elegante não criticar as pessoas em si, e argumemtar idéias. Isso é bastante saudável.

Um alvo a ser perseguido.
Abraço.

Roger disse...

Se alguém pensa que o verde é mais bonito que o azul, ou que um BMW é melhor que um Mercedez até que consigo separar as idéias da pessoa. Mas quando se trata de idéias tão fundamentais para o viver, como futebol, política e religião é difícil não levar as coisas par ao lado pessoal...