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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Teologia da fraqueza...

Hoje eu me pergunto...
Quem sou eu pra escrever no blog "Teologia livre"?
Começo a me lembrar no inicio de tudo...
É verdade que Ele nasceu numa manjedoura, num presépio, sinônimo de simplicidade, mas também de fraqueza?
Um dia, fraco, pensei comigo...
Eu, católico, não sou melhor que meu irmão evangélico! E acho que a partir de então tenho sido instruído no caminho de unidade dos cristãos.
Quando me perguntam qual o segredo do verdadeiro ecumenismo, não hesito em dizer...
Seja fraco!
Por mais assustadoramente simplório que esse conselho possa parecer, ele tem me movido. E sendo fraco tenho chegado a lugares que nunca imaginei estar.
É interessante observar que a fraqueza incomoda muito. Talvez seja por isso que nós cristãos temos andado tão distantes uns dos outros...
"Eu sei que sou fraco, sei que você também é, mas é melhor que cada um fique no seu canto!" Não é assim que pensamos?
Tenho aprendido com o Henri Nouwen que o verdadeiro amor nasce da confraternização dos fracos, pois só assim permitimo-nos transcender à verdadeira força que nos une e que é mais livre que o nosso desejo de sermos fortes.
Ser fraco é atrair essa força unitiva!
Quando me dou conta, já estou tomado dela e ela tomada de mim...
Desapareço, ao mesmo tempo que sou o que nasci pra ser...
Amor que une, simples, fraco como o menino na manjedoura...

2 comentários:

Roger disse...

Amigo e irmão Renato,

você aqui só vem a tornar nossa fraqueza mais forte.
Li recentemente uma curta biografia de Henri Nouwen que me despertou para tentar aprender mais sobre esse padre que deixou muitas lições de vida e cristandade.

Abraços e feliz 2009 para ti!!

Roger

Rubinho Osório disse...

Um texto assustadoramente forte. Ser fraco, tornar-se fraco, reconhecer-se fraco... é preciso ser forte para isso!!!