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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

E você, já tomou partido?

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Primeiramente gostaria de agradecer ao convite para participar da confraria e deixar minhas humildes letras registadas nestas páginas. Parabéns pelo espaço. Já digo que espiritualidade não é bem o meu assunto, mas tentarei o melhor.

Hoje fui convidado para participar de uma manifestação popular em solidariedade a Israel na praça central de nossa cidade.

Respondi educadamente que estava mais inclinado a participar de algo semelhante em prol dos Palestinianos.

Passada a crise, melhor dizendo, os rumores da crise financeira de 2008, 2009 chegou com a guerra em Gaza. É a manchete principal dos jornais!

E evidentemente, um tema quente para Blogueiros como nós.

Ivan Lessa da BBC já sentenciou:

“Acabou aquela história de escrever palavrão nas paredes dos mictórios públicos. Blogueia-se, ao invés.“

Bloguear é uma actividade estranha.

Não consigo me livrar das palavras daquele jornalista. Talvez por isso me contenho tanto em escrever mais.

Transcrevo aqui algumas linhas para me lembrar os limites dessa actividade tão moderna na qual venho tentando adentrar.

“É blog que não acaba mais. E cada blog dá links, ou enlaces, com outros blogs. Nós olhando e eles se reproduzindo a bloguear qual besta de mil costados. Todo mundo tem opinião. E onde todo mundo tem opinião, ninguém tem opinião.

Vaidade, tudo é vaidade. Aqueles tipos estranhos, infelizes e solitários, que escreviam para os jornais e revistas “parabenizando pela reportagem” ou “indignados com a permanência na equipe do colunista Fulano de Tal”, todos têm seu blog. Alguns caprichadíssimos. Os professores de “blogueçaõ” proliferam e faturam alto.

Maravilha. Nunca o mundo foi mais democrático. Se um dos critérios da democracia é todos terem opinião sobre tudo. Ler essa opinião é mais embaixo. Bem mais embaixo.

Blogs e mais blogs. Sobre tudo. Quem é alguém, ou melhor dizendo, quem não é ninguém ou almeja ser alguém, tem seu blog.“

Mas queria escrever sobre a guerra...

Pois é, respondi a meu interlocutor que se fosse uma manifestação para nos solidarizarmos com os cariocas e tentar amenizar a violência naquela cidade, sim, isso seria assunto nosso, poderia contar comigo. Mas nessa luta no oriente médio, não, não meto meu dedo nisso não.

Fotos extraídas de: OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO em SOBRE A (DES)NECESSIDADE DA GUERRA

primeira: soldados israelenses choram a perda de colega em Gaza, no cemitério militar de Beersheba.

segunda: palestinos carregam os corpos de três bebês mortos durante ataques israelenses

4 comentários:

Roger disse...

Caro amigo Werneck,

seja muito bem vindo à confraria teológica livre!

Sobre a sentença do Ivan Lessa é importante sabermos separar as ovelhas dos bodes. Mas infelizmente acho que vocês tem razão, há muito lixo por aí. Mas me parece que ele tem um certo que de jornalista frustrado e superado. Talvez só uma impressão.

Quanto à Guerra, há diferentes visões, e diferentes maneiras que as pessoas se sentem participantes desse tema. Respeito sua imparcialidade. Mas a conciência de cada um que se permita emitir ou não uma opnião. Não é mesmo?

No mais parabéns pela postagem e tudo de bom! Quero ler outros artigos seus aqui.

Um abraço fraterno,

Roger

Rubinho Osório disse...

Cara, essa tua estreia (sem acento!) me deixou sem vontade de blogar... mas é vício, que fazer?

RNB disse...

Olá Werneck,
agradeço pelo linque.
Quanto ao "tomar partido", bem, o problema é transformar nossas posições em pretexto para outro conflito, o de ideias. Já há guerra suficiente, e a blogosfera é um campo minado. Concordo com você.
Um abraço.
Raquel

Werneck disse...

Roger,

estou agradecido.
Quanto a separar bodes de ovelhas é difícil. É importante evitar as vaidades, se possível.

Rubinho,

foi o sentimento que tive ao ler o Ivan Lessa. Mas minha vontade não é ainda tão grande assim.


Raquel,

a blogesfera pode mesmo ser um campo minado, com foguetes voando para todos os lados. Como disse no Post, minha inclinação está (levando em conta somente os últimos acontecimentos) pelos palestinianos.