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domingo, 12 de julho de 2009

A escuridão destacada na claridade

Michael Jackson

"Como criança prodígio ele nunca foi uma criança real, e como adulto, em alguns aspectos permaneceu infantil; ao longo de sua vida conheceu a descontração desprendida, apesar de que a dureza da luta pela sobrevivência por último não lhe deixou muito do que rir [..] ele mostrou quase nenhuma dúvida de fé e não foi nem ateísta ou agnóstico; as pessoas partem do princípio de que ele nenhuma divina, mas também nenhuma demoníaca, mas em todos os sentidos apenas música humana escreveu, e aí, sim aí, está o Segredo dessa música, que ela torna ambas ao mesmo tempo audíveis: a claridade e a escuridão, alegria e dor, vida e morte. Ambas obviamente não estavam simplesmente postas lado a lado neutras em equilíbrio e misturadas, mas sim, a escuridão sempre destacada na claridade."

Hans Künk, sobre Mozart

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Um pouquinho de amor

É de um pouquinho de amor

é de um pouquinho de amor que eu preciso

para me manter adiante, para me manter rindo

é o amor que me faz respirar

I'm in love with the place
where I was born
Where I've lived my life in harmony
with every new dawn

I'm in love with the people
that I know
With whom I share my tears of laughter
the times I feel low

It's a little bit of love
it's a little love I need
to keep me going, keep me smiling
It's love that makes me breathe
It may be Finland, France or Spain
Berlin, Prague or Rome
It's the place where you live
where your heart feels at home

There's a world that is bigger
than my own
Where they strive to try and unify
to dull monotone

Every change that really matters
comes from within
When in love we stand together
through thick and thin

It's a little bit of love
it's a little love I need
to keep me going, keep me smiling
It's love that makes me breathe
It may be Amsterdam or Bern
Sweden or UK
where your heart is at home
you will feel OK

It's a little bit of love
it's a little love I need
to keep me going, keep me smiling
It's love that makes me breathe
It's a little bit of love
it's a little love I need
to keep me going, keep me smiling
It's love that makes me breathe

To keep us going, keep us smiling
It's love that makes us breathe

Composer, säveltäjä: Luca Genta
Text, sanoittaja: Gerrit aan't Goor

sábado, 30 de maio de 2009

Lembrança de um beijo

Remedando nosso amigo poeta, eu também sou super chorão!

Como é difícil viver longe de você. Quando te vejo, de longe, de ouço, de longe, você é a mais bela, de longe.

Que falta sinto de teus beijos, do seu carinho, do seu abraço.

Mas sei que não demora muito estaremos de novo, para sempre, bem pertinho um do outro.

Quando a saudade invade o coração da gente
Pega a veia onde corria um grande amor
Não tem conversa nem cachaça que de jeito
Nem um amigo do peito que segure o chororô

Que segure o chororô
Que segure o chororô
Saudade já tem nome de mulher
Só pra fazer do homem o que bem quer
Saudade já tem nome de mulher
Só pra fazer do homem o que bem quer
O cabra pode ser valente
E chorar
Ter meio mundo de dinheiro
E chorar
Ser forte que nem sertanejo
E chorar
Só na lembrança de um beijo
Chorar

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O mal existe?

Certamente a era Bush marcou o fim da era evangélica aos moldes americanos.

A era Obama irá prevalecer pintando uma nova cor para o mundo cristão, evangélico e acima de tudo para outras culturas e religiões do planeta.

A diferença entre as duas eras pode ser facilmente observada nas respostas à pergunta, se o mal existe, dadas pelos (então) candidatos à presidência americana nas últimas eleições, por ocasião do “debate” na igreja do pastor Rick Warren - aquele da “Guerra com Propósitos”, segundo Má Dico.

Rick Warren pergunta:

- O mal existe? Deve ser ignorado? Combatido?

Obama responde:

- Existe e o enxergamos a todo momento. Em Dafur e infelizmente nas ruas da cidade. Uma coisa muita importante é que devemos ter a devida humildade para saber lidar com a questão de como enfrentar o mal, pois bastante mal já foi feito justamente baseado na desculpa de estarmos confrontando o mal.

McCain responde:

- O mal precisa ser derrotado, meus amigos, como presidente dos Estados Unidos eu irei persegui-lo até os portões do inferno. Vou pegar Bin Laden e trazê-lo à justiça. O maior desafio deste século é o crescimento do extremismo islâmico. Vamos vencer a guerra e trazer nossos soldados para casa com honra e vitória e não com derrota. Isso é o que via acontecer.

Obviamente Mc Cain arrancou aplausos do público evangélico. Aliás, durante a entrevista Mc Cain conseguiu fazer os batistas da califórnia rirem por 11 vezes e aplaudí-lo 23 vezes. Não tão eufórico, Obama, por sua vez, só despertou o humor do público em 3 ocasiões e tirou 7 vezes aplausos.

Obama venceu as eleições e Mc Cain perdeu. Graças a Deus!

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Transcrição literal das falas dos candidatos:

WARREN: OK, we've got one last time -- I've got a bunch more, but let me ask you one about evil. Does evil exist? And if it does, do we ignore it? Do we negotiate with it? Do we contain it? Do we defeat it?
OBAMA: Evil does exist. I mean, I think we see evil all the time. We see evil in Darfur. We see evil, sadly, on the streets of our cities. We see evil in parents who viciously abuse their children. I think it has to be confronted. It has to be confronted squarely, and one of the things that I strongly believe is that, now, we are not going to, as individuals, be able to erase evil from the world. That is God's task, but we can be soldiers in that process, and we can confront it when we see it.
Now, the one thing that I think is very important is for to us have some humility in how we approach the issue of confronting evil, because a lot of evil's been perpetrated based on the claim that we were trying to confront evil.

WARREN: How about the issue of evil. I asked this of your rival, in the previous debate. Does evil exist and, if so, should ignore it, negotiate it with it, contain it or defeat it?
MCCAIN: Defeat it. A couple of points. One, if I'm president of the United States, my friends, if I have to follow him to the gates of hell, I will get bin Laden and bring him to justice. I will do that. And I know how to do that. I will get that done. (APPLAUSE). No one, no one should be allowed to take thousands of American -- innocent American lives.
Of course, evil must be defeated. My friends, we are facing the transcended challenge of the 21st century -- radical Islamic extremism.
Not long ago in Baghdad, Al Qaida took two young women who were mentally disabled, and put suicide vests on them, sent them into a marketplace and, by remote control, detonated those suicide vests. If that isn't evil, you have to tell me what is. And we're going to defeat this evil. And the central battleground according to David Petraeus and Osama bin Laden is the battle, is Baghdad, Mosul, Basra and Iraq and we are winning and succeeding and our troops will come home with honor and with victory and not in defeat. And that's what's happening.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Palma Ausente

Quando a brisa sopra

Do mar revolto do branco das ondas

Ouço o calor das pedras espumantes e molhadas

 

Quando as idéias me atormentam

Dos problemas sombrios sem soluções sábias

Ouço sua voz a me acalentar

 

Me viro e contemplo as palmeiras

Ah... as palmeiras...

Onde vocês se esconderam?

Ouço ainda seu diz que diz macio

 

Vejo a rua torta, quebrada,

A areia do calçamento mal feito

O eterno inacabado, que um dia se renova

 

Abro os olhos

Já é tudo nostalgicamente novo

Oculto porém por núvens sombrias

Que a brisa sofregamente tenta afastar

quarta-feira, 11 de março de 2009

De livros e sua falta de leitura

Ivan Lessa
Colunista da BBC Brasil

"Era uma manhã clara e fria de abril e os relógios soavam 13 horas".

Soavam, e não marcavam.

Alguém na distinta platéia reconhece este início de romance tido como um clássico moderno? Alguém no Reino Unido? Não. Pouquíssima gente.

Trata-se da primeira frase do romance 1984, de George Orwell. Isso. Aquele do "Big Brother". Todo mundo fala do livro, quase ninguém leu. Basta pensar nessa tolice inominável televisiva que varre o mundo: a casa do Big Brother.

Quem bolou foi um holandês. Dada a nacionalidade, daria para entender a falta de intimidade com o livro. O Big Brother de Orwell, afinal, é o representante de uma sociedade totalitária onde todos os cidadãos são observados 24 horas por dia. Para conferir que não estejam fazendo besteira. Caso estejam, prisão e tortura, para eles. Tortura ainda que psicológica. Pura "ditabranda", como está sendo dito por aí. Hoje em dia, Big Brother é adotado em "n" países e passou a ser conhecido por suas iniciais: BB5, BB9 e assim por diante.

Não era bem o que Orwell tinha em mente.

Quinta-feira, 5 de março, comemorou-se aqui no Reino Unido o que chamaram de "Dia Mundial do Livro". Os relógios também soaram 13 horas. Uma pesquisa foi encomendada com o objetivo de se saber quem lê e quanto lê. Mas lê mesmo. Afinal de contas, os britânicos, com seus mais de 200 mil títulos novos de livros publicados todos os anos, são tidos como um dos povos que mais lê no mundo. Duro acompanhar esse montão.

O questionário deixou claro que tem gente mentindo para valer. O que é um fenômeno mundial. Vamos dar uma espiada no que foi encontrado.

Perguntados se já haviam se gabado de terem lido um livro quando na verdade não tinham, 65% disseram que sim, que mentiram. Ao menos, com o anonimato garantido de uma pesquisa, não enganaram. 42% admitiram que, apesar de nunca terem sequer aberto o 1984 de Orwell, faltaram com a verdade com o intuito de impressionar alguém.

Na lista das inverdades literárias, segue-se o Guerra e Paz, de Leão Tolstói, com 31% na escala de mendacidade.

33% juraram de pés juntos que nunca passaram perto de uma falsidade livresca: leram tudo que disseram que leram.

Outros livros que se prestaram a uma enganação literária: Madame Bovary, de Flaubert. Os ímpios bateram ponto e bateram feio: a Bíblianão foi lida. Folheada, com boa vontade. Dom Quixote, lá fez sua triste figura. Os chamados populares Thomas Hardy, Dickens e Anthony Trollope? Hum. Sérias dúvidas no ar.

Deixando as hipocrisias para lá: o pessoal lê mesmo são os livros de Harry Potter e do John Grisham. Mais Sophie Kinsella e Jilly Cooper. A primeira, nunca ouvi falar. A segunda, conheço de vista. 99% de mim mesmo não está faltando com a verdade.

Façamos a ponte aérea e partamos para o Brasil, sempre uma viagem agradável. Mesmo tendo apenas umas 3000 livrarias em todo o país, menos do que em Lisboa, com suas 4000, incluindo os alfarrabistas (é sebo, gente), nós não lemos nada. Paulo Coelho, talvez. Jorge Amado, capaz, bem capaz. Os Sertões? Machado de Assis? Graciliano Ramos? Clarice Lispector? Tenho sérias dúvidas. Uns poucos são capazes de citar algumas linhas - sempre as mesmas - de Carlos Drummond e outras de Vinícius, principalmente se tiveram sido musicadas. Paremos por aqui.

Desconfio até mesmo da leitura de Paulo Coelho, que é mais lido na França, na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos e nos Emirados Árabes. Nossos quase que 200 milhões de leitores em potencial? Sei não, sei não.

É conhecida a história de que Euclides da Cunha escreveu Os Sertões, e foi logo, tal como hoje em dia, chamado de "gênio da raça". Um ano após sua publicação, se esquecera de que era seu autor. Perguntado se lera Os Sertões, Euclides invariavelmente respondia, "Quê, Quem?".

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Deus x Evolução

Foi Isaac Newton quem disse:

'Na falta de qualquer outra prova, só o polegar já me convenceria da existência de Deus'.

Mas Newton (1643-1727) viveu bem antes de Darwin (1809-1882) e sua teoria da evolução.

A evolução, segundo Richard Dawkins, “é teoricamente capaz de fazer o que, a princípio, parecia uma prerrogativa de Deus”.

Talvez Newton foi simplista demais. Só o polegar é muito pouco como prova da existência de um Deus criativo e todo poderoso.

Já o dedo indicador e as narinas... Como afinal de contas eles poderiam ter precisamente os mesmos diâmetros??

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

E você, já tomou partido?

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Primeiramente gostaria de agradecer ao convite para participar da confraria e deixar minhas humildes letras registadas nestas páginas. Parabéns pelo espaço. Já digo que espiritualidade não é bem o meu assunto, mas tentarei o melhor.

Hoje fui convidado para participar de uma manifestação popular em solidariedade a Israel na praça central de nossa cidade.

Respondi educadamente que estava mais inclinado a participar de algo semelhante em prol dos Palestinianos.

Passada a crise, melhor dizendo, os rumores da crise financeira de 2008, 2009 chegou com a guerra em Gaza. É a manchete principal dos jornais!

E evidentemente, um tema quente para Blogueiros como nós.

Ivan Lessa da BBC já sentenciou:

“Acabou aquela história de escrever palavrão nas paredes dos mictórios públicos. Blogueia-se, ao invés.“

Bloguear é uma actividade estranha.

Não consigo me livrar das palavras daquele jornalista. Talvez por isso me contenho tanto em escrever mais.

Transcrevo aqui algumas linhas para me lembrar os limites dessa actividade tão moderna na qual venho tentando adentrar.

“É blog que não acaba mais. E cada blog dá links, ou enlaces, com outros blogs. Nós olhando e eles se reproduzindo a bloguear qual besta de mil costados. Todo mundo tem opinião. E onde todo mundo tem opinião, ninguém tem opinião.

Vaidade, tudo é vaidade. Aqueles tipos estranhos, infelizes e solitários, que escreviam para os jornais e revistas “parabenizando pela reportagem” ou “indignados com a permanência na equipe do colunista Fulano de Tal”, todos têm seu blog. Alguns caprichadíssimos. Os professores de “blogueçaõ” proliferam e faturam alto.

Maravilha. Nunca o mundo foi mais democrático. Se um dos critérios da democracia é todos terem opinião sobre tudo. Ler essa opinião é mais embaixo. Bem mais embaixo.

Blogs e mais blogs. Sobre tudo. Quem é alguém, ou melhor dizendo, quem não é ninguém ou almeja ser alguém, tem seu blog.“

Mas queria escrever sobre a guerra...

Pois é, respondi a meu interlocutor que se fosse uma manifestação para nos solidarizarmos com os cariocas e tentar amenizar a violência naquela cidade, sim, isso seria assunto nosso, poderia contar comigo. Mas nessa luta no oriente médio, não, não meto meu dedo nisso não.

Fotos extraídas de: OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO em SOBRE A (DES)NECESSIDADE DA GUERRA

primeira: soldados israelenses choram a perda de colega em Gaza, no cemitério militar de Beersheba.

segunda: palestinos carregam os corpos de três bebês mortos durante ataques israelenses