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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Palma Ausente

Quando a brisa sopra

Do mar revolto do branco das ondas

Ouço o calor das pedras espumantes e molhadas

 

Quando as idéias me atormentam

Dos problemas sombrios sem soluções sábias

Ouço sua voz a me acalentar

 

Me viro e contemplo as palmeiras

Ah... as palmeiras...

Onde vocês se esconderam?

Ouço ainda seu diz que diz macio

 

Vejo a rua torta, quebrada,

A areia do calçamento mal feito

O eterno inacabado, que um dia se renova

 

Abro os olhos

Já é tudo nostalgicamente novo

Oculto porém por núvens sombrias

Que a brisa sofregamente tenta afastar

Um comentário:

Rubinho Osório disse...

Não sei porquê a leitura do poema me fez lembrar Paraty...