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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O Herói (estação 2 de 5)

Uma vez posta a pedra fundamental, o prédio da Igreja começa a ser erguido sob colunas humanas.

Ao grupo original de 12, escolhidos aparentemente pelo acaso pelo próprio Messias judaico, é agora anexado outro de sete.

Se Jesus baseou sua escolha, na própria intuição, na direção divina – uma noite de oração – ou em critérios próprios - (Pedro tu és pedra) e amor (Pedro tu me amas?) – aqueles 12 apelam, agora, para a democracia (escolham entre vocês) e para outros critérios – carisma, caráter e sabedoria (homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria). Como todo critério, esses também servem para incluir poucos e excluir muitos.

Fato é que naquela multidão evidentemente poucos amavam tanto, poucos tinham tão firme fé, poucos tinham tanto carisma e caráter, poucos eram sábios, poucos eram homens cheios do Espírito.

Por falta dessa santidade (ou daquela singularidade - como diria Brabo) surge uma tenção entre gregos e judeus. E assim o ideal anárquico chega a seu fim.

Poucos eram heróis…

(Continua...)

2 comentários:

Rubinho Osório disse...

"Ideal anárquico" que deve permanecer sendo o objetivo a ser alcançado tanto eclesiologicamente, quanto sócio-politicamente, nos dias de hoje. Difícil? Certamente! Impossível? Quem sabe? Mas alternativa melhor do que esse arremedo de democracia neoliberal capitalista que temos.

A Teia das Vaidades disse...

Caro irmão, creio que os tempos não mudaram muito. O fato continua atual, a igreja, guardada suas épocas sofre com a realidade que tem que dispor-se.