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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Por que você deveria votar em Aécio

marina-aecioSe por acaso você faz parte dos 42% que votaram em Dilma, significa que você está satisfeito com os avanços na distribuição de renda no país. Significa que você de certa forma digeriu todos os escândalos de corrupção do governo PT e de uma forma ou de outra nem os achou tão escandalosos assim.

Se você votou em Dilma no primeiro turno, entendo que você melhorou de vida nos últimos anos, ou pelo menos, viu melhoria na comunidade a seu redor. Para você, posso intuir, os indicadores econômicos, como PIB e inflação, ou não são tão importantes, ou, estão em níveis aceitáveis e controláveis pelo atual governo.

Por último, parto do princípio, que você acredita na capacidade do governo PT em mover uma reforma política no país. Te entendo e respeito seu ponto de vista. E pensando assim, nas eleições passadas, foi que não votei no Serra.

Se você está possuído apaixonadamente por todas essas convicções te aconselho então a parar sua leitura aqui. Não é para você que dirijo esse texto.

Falo aqui para os pouco mais de 58% que, num primeiro momento, viram que Dilma não os representavam.

Me senti assim no primeiro turno e fiz minha opção por Marina e sua proposta de uma “nova política”. Simplesmente acreditei na capacidade de Marina em alavancar a máquina do estado em prol de uma proposta ética e inteligente a favor do povo brasileiro. Mas assim como nas últimas eleições, nessas também não deu para Marina.

E aqui vai o primeiro ponto em favor de Aécio, é que na batalha do primeiro turno Dilma e o PT fizeram um jogo sujo contra Marina. Claro que para uma ex-guerrilheira, que já empunhou uma metralhadora, um chute por debaixo da mesa na canela da ex-companheira é café pequeno…

Mas é justamente nesse quesito que Aécio mostrou a superioridade de sua veia político-diplomática. Ele atacou Marina, mas sempre dentro do aceitável, dentro das regras do jogo. Essa diplomacia, foi que garantiu a Aécio durante seu governo em Minas um canal limpo de comunicação com o então presidente Lula. E lhe proporcionou sucesso em seus mandatos.

É por isso que Marina Silva não deu seu aval para o PT (o que seria natural frente aos ideais políticos. Evidentemente que a ideologia do PT está mais à esquerda do que a do PSDB). Não que Marina tem mudado, mas o que vemos é que o PT em sua prática, se difere e muda completamente de sua ideologia.

Mas e o PSDB e Aécio?

Com todo respeito a seu (e meu) direito em questionar a idoneidade de Aécio frente a todos esses casos de corrupção que o circula. Você irá me falar de privataria Tucana, de um aeroporto, de um mensalão, de um helicóptero cheio de cocaína… e eu te falarei de mais uma dezenas de suspeitas e fatos que a mídia divulgou ou não. Isso não nos moverá um centímetro nem a favor nem contra Aécio, pois todo político que está em evidência é alvo de todo tipo de ataques, fundamentados, ou não. Verdadeiros ou não.

Como eu (e acredito que você também) não possuo os meios para averiguar a veracidade dessas acusações. Tenho que me basear na minha falha intuição. Assim, prefiro me ater aos fatos, aos resultados práticos que Aécio vem mostrando e à máxima de que todo mundo é inocente até que se prove o contrário.

Os resultados: Com algumas poucas exceções, todos os meus parentes e conhecidos de Minas ficaram muito satisfeitos com o governo que Aécio fez em Minas Gerais. O princípio dele da meritocracia e de por em ordens as contas públicas possibilitaram um governo bem sucedido.

Para encurtar a conversa:

Você concorda comigo que os avanços na distribuição de renda no país, tiveram início no governo de Itamar e FHC. A melhora de vida que experimentamos nos últimos anos só foram possíveis graças aos indicadores econômicos, como PIB e inflação, que foram bem administrados pela gestão PSDB.

Votando em Aécio você e eu teremos a chance de ver o Brasil avançar econômica e politicamente no rumo certo, para que, não somente, haja mais riquezas no país, mas para que essas sejam redistribuídas justamente entre todos. Essa é minha esperança, e sinceramente não vejo mais essa perspectiva nas mãos do PT e de Dilma.

Por isso acho que você deveria, no segundo turno, dar seu voto, sem medo, para Aécio Neves.

3 comentários:

Anônimo disse...

Maninho, credito sua empolgação à sua mineirice, linda, diga-se de passagem.
@betuxa

Rubinho Osório disse...

Cara, meu, a Alemanha tá começando a te fazer mal... Aécio, meu? Vc leu o que escreveu? E ainda vai votar no homi? Definitivamente, não te entendo...
Bem, vc tem até o dia 25 pra mudar de opinião. Depois, não venha choramingar de arrependimento, ok?

Anônimo disse...

"Não que eu seja racista. Não! Mas a maioria brasileira é branca. Nossas elites são brancas. Na faculdade, no trabalho, no clube, na família, na televisão, na política, no hospital estou acostumado com gente branca a meu lado. Olhem os outros candidatos, são todos brancos, por que eu teria que votar logo na negra?" (Brandão).

Falso como nota de três.

Leio o artigo anterior do rapaz aí, e este. Comparo. A ironia impera em ambos, mais aqui. Eu gosto de ironia. "A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. Na Literatura, a ironia é a arte de zombar de alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reação do leitor, ouvinte ou interlocutor", diz a definição. Aqui não se trata de literatura, mas de um simples artigo.

Ironia é coisa de gente inteligente. Mas refiro-me à ironia fina, e não nota de três.

A maioria brasileira é branca? Ironia? Dado estatístico? Seja um o outro é nota de três. Se fato, cheira a racismo. Os alemães nazistas eram bons nisso. Se ao contrário, ironia, é ruim mesmo.

As elites brasileiras são brancas? Ironia? Certamente seria do tipo PeTista. Lula, um homem rico, gosta de usar essa expressão caprichada que ele chama de 'aszelite'. E se for fato? Bem, nesse caso, nota de três de novo porque nem o IBDGE ou o IPEA aparelhado tratam disso.

Conta outra, Brandão.