Páginas

Mostrando postagens com marcador Lucas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lucas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 10 de março de 2009

Mundinho "sem graça"

Estava vendo TV essa semana, uma quinta à noite(26 de fevereiro/2009), quando passei por um canal evangélico, coisa que não fazia há muito tempo, pois de uns tempos pra cá, o nível dos canais evangélicos caíram bruscamente. Bom, mas continuando, passei por um canal que é daqui de BH e resolvi parar, era um programa pertencente a um ministério de música muito famoso no Brasil.

A primeira coisa que me chamou atenção(e foi isso que fez com que eu parasse no canal) foram as imagens paradisíacas de um determinado local, mas logo o VT parou e a líder desse ministério entrou em um ônibus e em seguida começou a descrever o local, não a cidade em si ou suas atividades, mas o local, no caso, a Praia de Iracema em Fortaleza, na sua descrição parecia que ela estava descrevendo o próprio inferno, o que me deixou bobo é como que alguém que diz ter Deus na vida pode descrever um lugar lindo como aquele sem ao menos fazer algum tipo de ressalva antes. Pois bem, que falasse das atividades ilegais, pecaminosas e nada edificantes que ali acontecem, mas falar só isso? Será que foi o diabo que criou aquele lugar? Na minha Bíblia não diz isso não, na minha Bíblia diz que foi Deus, o Criador.

Eu, antes de falar qualquer coisa a respeito de qualquer atividade nada edificante que ali possa ocorrer, não perderia tempo ao contemplar aquela criação de Deus e depois faria uma observação sobre o que possa acontecer ali de degradante.


Mas continuemos, eu antes de vir para o computador escrever, resolvi dar mais uma chance para não parecer injusto ou fazer um julgamento precipitado, e infelizmente a minha volta a tv não colaborou muito, depois que o vt terminou a apresentadora e líder desse ministério veio com um papo embromation à respeito de demônios territoriais.

Bom, por incrível que pareça, não é muito o lado teológico que me chamou a atenção não, mas a falta de um olhar gracioso, de beleza, pessoas que dizem servir a Deus mas o seu olhar não é o mesmo do olhar de Deus. Não que eu saiba exatamente como seja o olhar de Deus, mas pela Bíblia sabemos que é um olhar amoroso e cheio de graça.

Infelizmente não é a primeira vez que a líder desse ministério esquece de colocar o óculos da graça quando se manifesta a respeito de algum lugar ou de alguém. Em Olinda, num evento que iria acontecer lá, ela relatou com alegria quando falou da morte de um carnavalesco(figura importante para aquela localidade), depois, como pegou mal, ela tentou se retratar, mas o que ficou, ficou, e a sua retratação também não foi tão significante assim.

O que acho peculiar, é que o mesmo olhar que acha demônios e só isso em lugares paradisíacos como a Praia de Iracema, muda ao olhar para Israel,
digo isso porque na platéia desse show várias pessoas impunhavam a bandeira de Israel, e sei que o referido ministério é simpático a essa visão também.

Israel, desde 1947 já matou centenas de milhares, senão milhões de palestinos, a maior parte deles civis, principalmente mulheres e crianças. O principal objetivo desse país tão idolatrado, em todas as suas ofensivas contra a Palestina é o extermínio total do povo desse país, objetivo esse que já foi declarado abertamente.

É óbvio que Israel tem muita importância na história bíblica e da salvação, mas suas ações hoje, nada tem a ver com isso, e não pode ser olhado com vistas grossas. Tem que ser levado em conta, e reprovado por quem se diz verdadeiramente cristão.

Ao meu ver, na pior das hipóteses, as visões teriam que ser invertidas, pois aquela nação que hoje pratica essas barbáries foi o povo escolhido de Deus, não só isso, foi onde Deus escolheu também que Seu Filho nascesse, morresse e ressuscitasse. Israel foi o povo a quem Deus primeiramente se revelou. Eles sabem o que estão fazendo e contra quem estão se rebelando.

No entanto, não posso dizer o mesmo à respeito das pessoas que frequentam de maneira particular aquela praia. Não posso afirmar que todas ali já ouviram falar do amor de Deus ou conhecem o Deus de Israel, e com certeza, chegar como turista numa determinada localidade e ficar ultrajando aquele lugar, principalmente porque foi um lugar que abriu suas portas para que aquele determinado ministério vendesse seus CDs, DVDs, camisas, posters e obviamente os seus ingressos, e cada um desses itens, nada baratos.

Em contrapartida a visão que essa líder nos ofereceu foi extremamente barata, é a visão de uma criança mimada que quando recebe um presente, o desdenha, nada a ser comparado a uma atitude que reconhece que lhe foi entregue um presente que não lhe custou nada, mas custou tudo para quem a presenteou. A falta de beleza demonstrada na descrição do local, que depois fui procurar as fotos pra ver e fiquei bobo de tão bonito que é o local, me fez lembrar imediatamente de um trecho de uma música que eu amo. E podem me chamar do que quiser, mas para mim, não só o trecho, como a música é uma das melhores descrições que ouvi até hoje sobre a graça.

A graça encontra beleza em tudo.(U2)

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Mais MOLTMANN doq nunca!!!


Já conheço esse site faz alguns anos e já fiz alguns testes, para minha felicidade, MOLTMANN sempre figurou entre os 3 ou 4 primeiros da lista, e finalmente chegou a tal ponto q ele assumiu noventa e dois por cento, mas outras coisas curiosas aconteceram, Santo Agostinho por exemplo, sempre esteve como uma presença nas primeiras posições representando o período da Patrística, mas de uns 3 testes pra cá ele acabou sendo substituido por Anselmo, e eu não faço a mínima ideia de como isso aconteceu, pois não conheço nada de substancial e de maneira consciente sobre o pensamento teológico de Anselmo, outra curiosidade também foi quando Moltmann caiu na lista e acabou sendo substituido por Schleimacher, também não sei como isso aconteceu. Acredito q a coisa q mais é verdade e q mais gostei o fato de ter zero por cento de Charles Finney no meu pensamento teológico, isso é muito bom...rs

Pois é...esse é o meu EU teológico, comentem aí oq acharam.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Sadismo Pseudo-cristão

Há três passagens bíblicas que mal interpretadas e mal compreendidas podem criar uma espécie de comportamento e ideologia doentia entre os cristãos. E nesses primeiros dias de 2009, isso muito me preocupa, pois esse tipo de comportamento no sadismo. Já cansei de ouvir e ver cristãos(quando estão numa roda comentando sobre certas notícias trágicas de alcance até mesmo mundial), simplesmente comentam:"É isso mesmo! É a palavra de Deus se cumprindo".

Reamente há passagens bíblicas que preveem grandes tragédias na história da humanidade e até mesmo o próprio Cristo nos avisa que no mundo teremos aflições.

Mas em passagem alguma a Bíblia nos encoraja a sermos apáticos ou sádicos aos depararmos com esses acontecimentos. Muito pelo contrário, a bíblia nos incentiva a praticar toda forma de bem, movidos pelo amor á Deus e ao próximo.

Numa dessas passagens(I Tessalonicenses 5:18), nos incentiva a louvar a Deus em todas as circunstâncias, mas esquecemos de perceber na carta, que "todas as circunstâncias", na verdade, basicamente se resume a perseguições religiosas nas suas diversas formas na cidade de Tessalônica. Parafraseando o versículo, ele não quer dizer que:"Em todas as desgraças dai graças". Vamos fazer um exercício prático para percebermos o quão doentio pode ser encarar esse versículo dessa maneiro?

AS ENCHETES EM SANTA CATARINA: "Graças a Deus pelas enchentes em Santa Catarina e pelas pessoas que ficaram desabrigadas e perderam tudo".

ATENTADOS EM MUMBAI: "Graças a Deus pelos atentados em Mumbai e pelas pessoas que morreram graças a esse atentado".


...e finalmente...


A FOME E A MISÉRIA NA ÁFRICA: "Graças a Deus pelas pessoas que morrem de fome na África e pela situação de pobreza em que eles vivem".


Não é chocante quando nos deparamos com essas afirmativas de pseudo agradecimento a Deus?

A Bíblia não é uma cartela de bingo que você tem que vibrar cada vez que uma tragédia que ela prevê acontece.

As tragédias acontecem devido á miséria humana e o nosso dever enquanto cristãos e povo de Deus é fazer o bem das mais variadas formas e com amor. Que compaixão é essa que se vangloria porque está vendo no tempo o cumprimento das tragédias previstas na Bíblia?

Transportamos nossa apatia enquanto telespectadores de programas que só divulgam tragédias para o âmbito da leitura bíblica. As tragédoas que lá estão previstas não estão lá para que desempenhemos o papelo de meros espectadores apáticos, mas de ativistas do bem em favor do próximo, para tentar minimizar a dor daqueles que estão sofrendo com as tragédias de nosso tempo.

Que em 2009 possamos mudar de posição, que saiamos da nossa posição de espectadores apáticos e sádicos e mudemos para uma posição de agentes ativos do Reino que rumam para a construção da Nova Jerusalém, onde não haverá mais lágrimas e nem choro se ouvirá.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Honrar a Mãe

As vezes tenho a impressão que na prática, as igrejas de linha reformada e de cunho mais tradicional se prestam a um único papel: ser ANTI alguma coisa.

  • Anti-católica
  • Anti-mariana
  • Anti-ecumênica
  • Anti-socialista
  • Anti-alcoólica

...e por aí vai.

O pior é que se chega a conclusão é que no fim das contas se não houvesse algo a que ela pudesse se opor ela não teria identidade, igrejas que mantém esse tipo de posição não entenderam muito bem o real sentido da Reforma Protestante promovida por Lutero em 1517, por mais que alguns possam discordar, Lutero não queria uma igreja separada da igreja católica, e não estava fundando um movimento que seria contra tudo e contra todos o tempo todo, com o passar dos tempos algumas igrejas que surgiram desse movimento acabaram se apoiando demasiadamente no termo "protestante" e esqueceram da "reforma", ninguém reforma algo do qual não quer usufruir mais ou não quer cuidar, tudo que nos propomos a reformar em nosso dia a dia é para o nosso próprio bem estar, enfatizar demasiadamente o termo "protestante" e protestar contra tudo e contra todos o tempo todo, não é protestar, é "fazer birra", é demonstrar imaturidade ao não querer se adaptar com aquilo que é diferente de você ou pensa diferente de você, é querer ser sempre uma igreja "do contra". E o pior dos "antis" ao meu ver, é ser anti-mariana. 

Não que eu seja a favor da idolatria, não sou a favor da idolatria à qualquer pessoa e objeto que seja, porém uma igreja que diz seguir os mandamentos do Filho se prestar quase que exclusivamente à denegrir a imagem da Mãe, é uma coisa que me intriga e ao mesmo tempo revolta.


Intriga-me a insistência de vários teólogos e pastores de linha reformada em afirmar a não-virgindade de Maria, como se isso fosse de extrema importância à fé cristã. Durante 1535 anos ninguém pôs em cheque a perenidade da virgindade de Maria, é à partir de Calvino e sua tradição protestante reformada que isso é colocado em cheque, nenhuma outra tradição protestante compactua com tal afirmação, ela só vai ganhar apoio depois do surgimento do movimento evangélico. Agora pergunto: QUAL A RELEVÂNCIA DE SE AFIRMAR JUSTAMENTE O OPOSTO? Ao meu ver é uma ofensa barata e picuinha, pois não haveria mal algum se Maria tivesse outros filhos com José, no entanto, a insistência em contrariar uma tradição de 1535 anos é puramente querer ser "do contra", de nada acrescenta de positivo uma afirmativa dessas, muito pelo contrário, pois ao meu ver só se destaca pelo aspecto negativo. Ao afirmar a perenidade da virgindade de Maria, se valoriza o impacto e a importância que a mesma deu ao que aconteceu com ela, como ela mesma se manifesta quando lhe é revelado que ela dará a luz ao Filho de Deus:

"Minha alma proclama a grandeza do Senhor,
meu espírito se alegra em Deus, meu salvador,
porque olhou para a humilhação de sua serva.
Doravante todas as gerações me felicitarão,
porque o Todo-poderoso realizou grandes obras em meu favor: seu nome é santo,
e sua misericórdia chega aos que o temem,
de geração em geração." - Lucas 1:46b-50


Se tal revelação já suscita em Maria tamanha admiração por ter sido a escolhida, todo o processo que ela passou até a concepção de Jesus, só me faz crer que aquele sentimento inicial se tornava cada dia mais crescente quando a promessa se tornava cada vez mais real, dia após dia.

Gostamos muito de ressaltar que quando a bíblia diz "Jesus habitou entre nós", a palavra "habitou" é o mesmo sentido da presença do Tabernáculo quando o povo de Israel andava pelo deserto, dizendo que Jesus "tabernaculou" entre nós. Mas essa presença como Tabernáculo não foi ocupando o mesmo espaço, exceto em Maria, antes de Jesus "tabernacular" entre nós, Ele "tabernaculou" Maria, na figura do Tabernáculo, seria algo como se o "Santo dos Santos" no Tabernáculo, agora fosse Maria, pois nela se encontrava não só a presença de Deus através do Espírito Santo, mas também o próprio Deus através de Seu Filho.

Necessita-se  de um argumento muito mais sólido do que o argumento protestante da "Sola Scriptura" para tentar refutar o argumento da perenidade da virgindade de Maria, pois nesse caso, esse argumento torna-se totalmente obsoleto e irrelevante, pois Maria não é algumas linhas de um escrito, ela foi um ser humano, por isso me chamou a atenção o relato de uma análise que uma psicóloga protestante fez quando se propôs, junto com outros psicólogos protestantes analisar o impacto psicológico sofrido por Maria, devido o fato de ser escolhida para dar à luz ao Messias. Quando digo o "impacto psicológico sofrido", não imputo aí algo de negativo, mas algo de relevante, pois todo e qualquer acontecimento nos causa um impacto psicológico, que pode ser um impacto menor ou maior, positivo ou negativo. E imagino eu, que dada a importância que é ser escolhida para dar a luz ao Filho de Deus, é um grande impacto e portanto, chegaram à conclusão que tamanho impacto poderia sim, marcar uma mulher de tal modo que ela realmente poderia optar por nunca mais ter outro filho. 

Mesmo antes de ouvir essa palestra, a minha opinião já era a favor da perenidade da virgindade de Maria, pois ao meu ver não há nada de positivo em teimar em afirmar o contrário, e a palestra só veio reforçar esse meu pensamento.

Fora esse aspecto, há o aspecto dúbio da exegese quando se fala em irmãos de Cristo (na tradução João Ferreira de Almeida), quando a palavra usada no grego abre precedentes para a possibilidade da mesma palavra grega ser usada para "primos".


E argumento exegético por argumento exegético, onde se encaixa então o fato de Jesus ter apresentado João à Maria e vice-versa? Com certeza ambos se conheciam e não havia necessidade de apresentações formais, principalmente numa situação tão dramática como aquela. A única coisa que podemos entender é que, ali Jesus estava entregando à João, sua mãe, para que ele cuidasse dela, e para que ela não se sentisse só, Jesus apresenta a ela o seu "apóstolo amado". Mas qual seria o próposito disso se Maria já tinha outros filhos e um esposo? Aliás onde estão os irmãos de Jesus quando o mesmo está sendo crucificado? Se caso existiram, que espécies de irmãos eram esses que não compareceram em solidariedade num momento de tanta dor? A Bíblia não diz, a única coisa que a Bíblia nos deixa entender nesse momento é que Maria e João estavam sozinhos à essa altura da vida, por isso que a atitude de Jesus foi necessária. 

Em termos de ética, prefiro ficar com a posição que preserve a integridade de alguém tão importante para a fé cristã quanto foi Maria, do que me empenhar no trabalho de tentar denegrir à sua imagem. Aí você me pergunta:"Como que um esposo ter relações com sua esposa é denegrir a imagem de alguém?". Via de regra não é, mas se somos considerados templos do Espírito Santo e por isso devemos ter uma vida santa(separada), uma convicção muito mais forte(ao meu ver) ficaria no coração de Maria de querer fazer daquela experiência a única. E se José à apoiou no primeiro momento, não teria "porquê" depois ele não a apoiar. Pois aquilo que os unia era algo muito mais elevado que isso. Era o casamento e não apenas uma união carnal. Tão banalizada no mundo hoje, dentro e fora da igreja.

No meio evangélico, por exemplo, casais noivam do dia para noite e adiantam casamento porque não conseguiram manter a sua castidade enquanto casal, sem falar nos casais que casam exclusivamente porque querem manter relações sexuais, esse fenômeno pode ser verificado conferindo a idade média desses casais que variam entre 18 a 22 anos, e fazem isso para tentar encobrir o fato. E no meio evangélico ninguém diz nada à respeito e acha tudo normal.

Ao meu ver é uma grave violação à santidade e importância do casamento.

No entanto, esses mesmos evangélicos não poupam esforços pseudo-exegéticos argumentativos para afirmar a não-perenidade da virgindade de Maria. Fazendo isso, coloco em cheque sem nenhuma dúvida se realmente essas pessoas são seguidoras de Cristo, pois como alguém pode se dizer seguidora de Cristo e ao mesmo tempo se esforçar no papel de denegrir a imagem Daquela que foi escolhida por Deus para que o Seu Filho viesse ao mundo?