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domingo, 9 de setembro de 2012

Nós administradores

O Administrador senta a sua mesa, liga o computador.

Checa os e-mails, examinas as principais notícias, acompanha indicadores. Envolto em planilhas, em documentos, números, ele se dispõe a detalhar metas, organizar recursos, elaborar planos.

O Administrador convoca reuniões, toma decisões envolto em responsabilidades, delega tarefas.

Depois volta a seu computador controlando o realizado com o planejado e faz as devidas reformulações.

Tudo isso…mas é sempre bem melhor que trabalhar.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Roger

Killhim

Vulgo, Rogério Brandão Ferreira, tem esse Blog como passatempo. Não o leve a sério, pois ele próprio não o levaria tanto assim.

Agradece a companhia de todos que avisada ou desavisadamente aportam nessas cercanias de teologia, que tenta ser livre.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Para isso fomos feitos

pai e roger

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

Vinicius de Moraes

Leia também: Um ídolo despencou de meu panteão

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A Árvore da Vida

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Feliz aniversário para meu irmão Paulo, com quem tive bons momentos, agora, no Brasil.

Na foto, o cara à minha esquerda, lá pelos idos de setenta e tanto, ou oitenta e poucos…

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Eu não sabia que doia tanto

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Acho que é uma estratégia ostensiva de algum deus desesperado, essa saudade espraiada.

Agora sei que não sou só eu...

Saí de casa há um ano, foi quando percebi que só um espectro saiu de casa. Eu mesmo fiquei lá, há anos atrás...

Desde que vi Árvore da Vida a minha dor de saudade tem sido amplificada.

Diferente da sua situação, meus pais e irmãos estão todos vivos;

é a distância que me separa deles, a distância temporal principalmente, dos meus 8 anos de idade:

brincando em casa,

chupando laranja do pé (as lágrimas estão me atrapalhando aqui, só pra constar...),

mainha me arrumando pra igreja,

pra praça,

saindo pra feira com painho,

escutando as histórias dos vizinhos velhos,

sabendo de alguma coisa, mas nunca sabendo saber,

com esse tédio que a consciência carrega ao colo...ai meu Deus como eu soube apenas nesses últimos tempos que a salvação não tem nada a ver com moral, que se Deus salva é pelo reencontro, é só pela possibilidade de eu me reencontrar ali, todo, pleno, com um instantezinho apenas de lucidez e mergulhado de novo no poço indefinido e livre de eu-pequeno...

Perdão o desabafo, mas ainda não consegui dizer isso a um amigo que estivesse por perto, eu tô dizendo a um amigo de longe, cujo ombro só conheço de letras, eu tô dizendo pra ver se meu coração descansa...

Será que onde quer que eu esteja, doravante, vou sempre me sentir exilado? Meu Deus, por que me abandonaste tão longe de mim?

 

Rondinelly e sua mania de superar o prório Post com seus comentários brilhantes

em Luto com o luto

[se o seu coração, amigo, descançou depois dessa, não sei… mas o meu deu uma boa e estranha estremecida]

domingo, 9 de outubro de 2011

Alemanha “pós-cristã”

Como se sabe a sociedade “pós-cristã” alemã é governada pela coalizão do CDU-CSU (União Democrática Cristã, e União Social Cristã) com o Partido Democrático Livre.

A atual Chanceler alemã, Angela Merkel (que como também se sabe é filha de um pastor luterano) e sua então ministra da família Ursula Gertrud von der Leyen introduziram desde 2007 uma licença para os pais.

Graças a esta política minha esposa pode ficar em casa desde o nascimento de nossa segunda filha, Marie, recebendo parte de seu salário.

Agora sou eu quem serei agraciado com a licença e o seguro paternidade. Terei o direito de ficar dois meses em casa. Tempo útil para passar com minhas filhas e ajudar minha esposa. Além de aproveitar para recarregar as baterias, já arriadas com os acontecimentos dos últimos turbulentos anos.

Com mais tempo, obviamente voltarei para deitar aqui as minhas costumeiras e não pouco polêmicas inquietações. Quem sabe algumas delas relacionadas a esta terra e sua forma peculiar de viver a fé cristã…

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

sábado, 27 de agosto de 2011

Sobre a soberania e missões

Há 13 anos deixei o Brasil para ser missionário em uma Europa, dita, pós-cristã. Hoje meus conceitos mudaram: Missão? Pós-cristã? Islã? Igreja?

Sim, estou convicto, são crises pertinentes ao modelo messiânico, empreendedor e proselitista que abraçamos no passado. Não estou só nesta minha angústia.

Para o velho modelo só encontro saída (ou demanda) lógica, frente ao imigrante islâmico. Mas não seria só uma perpetuação do modelo, além de ser uma dura pedreira?

A alternativa apontada pelo sábio é a promoção da vida para além do modelo catequético, que viu num Centurião homem de enorme fé. Seria então esse nosso desafio no diálogo interreligioso?

Os ares brasileiros se diferem radicalmente dos ares europeus: No Brasil o turnover religioso é enorme, por isso a dinâmica da fé tende a ser mais aquecida, contudo mais efêmera. Na Alemanha a euforia é menor, a fé torna-se inerte, estática, porém mais sólida e substancial. Em uma outra ocasião gostaria de exemplificar isso.

Basta agora lembrar que a fé baseada no determinismo nos faz crer que Deus para tudo tem um plano hermético e detalhado. Toda boa surpresa deste divino destino parece corresponder a uma providência divina, afinal Deus é o o Jeová Jiré, o Deus da provisão.

Todo esse edifício teológico se desmorona entretanto quando as surpresas são desagradáveis. Jó, que viu seus filhos sucumbindo em uma catástrofe, não anda de mãos dadas com Abraão, que teve seu filho restituído das cinzas.

Europeus, acostumados a guerras e catástrofes, onde a fé e a cruz, desde os primórdios andaram abraçadas com a espada, não se iludem mais com um Deus soberano aos moldes gregos. Eles se sabem donos de seu próprio destino. Essa é certamente uma das razões porque o modelo ufanista Americano nunca achou solo fértil no velho continente. E nem achará.

Mais uma vez o sábio destaca que é preciso notar que a inércia religiosa europeia não é fruto da teologia que adotou mas dos movimentos sociais que a promove – materialismo. Portanto, no projeto protestante que autonomiza os indivíduos também existem perigos. E um dos perigos vem do consumismo materialista.

Sei que os desafios missionários na Europa são muitos. Não estão nem longe de serem transpostos. Agora faz-se necessário, porém, detectar quais variáveis que podem contribuir ou obstruir a expansão do Reino aqui.

Sei que Deus está no controle, mas sei mais ainda que Ele não nos trará de bandeja um modelo pronto, uma receita de bolo. A Bíblia não revelará nada de novo sobre o assunto. Em sua santa soberania Ele, Jesus, nos convida a desenvolvermos o novo juntos: o modelo do momento. Um modelo que é eficaz, mas frágil. Que é efetivo, mas passageiro. Que não é uma fórmula mágica, infalível e eterna, mas que seja Vida e a vida em si mesma.

Evidentemente a peteca está em suas mãos; ou, terrivelmente, nas minhas…

terça-feira, 26 de julho de 2011

As Quatro Chaves Douradas

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Passava em frente da casa de Albert Dürer, quando fui surpreendido por uma senhora japonesa me abordando com lágrimas nos olhos e gritos:

- Meu filho, meu filho! Perdi meus quatro irmãos em Fukushima, não perca os seus enquanto eles estiverem vivos. Não perca seus irmãos!

Ela me olhou bem nos olhos, com seus olhos orientais negros e balbuciou em meu ouvido:

- Depois de 200 anos vocês se encontrarão novamente.

Pensei: Pobre velhinha maluca…

Ela porém me abraçou fortemente e colocou em minhas mãos uma bolsinha vermelha, dessas que velhinhos usam para guardar suas miúdas moedas. E sumiu no Mercado Central de Nurembergue.

Somente uma pessoa com a genialidade de Paulo Brabo poderia abrir um livro tão profundo e complexo como o Gênesis e extrair dali a saga dos relacionamentos fraternais. Resumindo, é a história que se inicia com um irmão, Caim matando o outro, Abel, passando por um irmão fugindo do outro e termina com irmãos se reconciliando e vivendo juntos uns com os outros. A conturbada história do meu relacionar com os outros quatro filhos de meus pais não está muito longe de ser também uma saga – mas nada que se compare a Gênesis.

Ao abrir a bolsinha vermelha percebi que havia ali cinco pequenas chaves douradas, cada uma com uma letra e um número gravado.

Comecei também a chorar porque me lembrei dessas chaves. Eu já as tive um dia em minhas pequenas mãos. Elas eram minhas! Como eu brinquei com elas na minha infância… diariamente…

As letras eram as iniciais de nossos nomes, Ro, ME, P, D, Ra. E os números as nossas respectivas idades. Somei as idades e vi que juntos tínhamos 199 anos. Quando o próximo irmão aniversariar, e por uma horrorosa coincidência serei eu, faremos a fabulosa cifra de 200 anos sobre a face da terra. O reencontro estava profetizado.

Poucas músicas me fizeram chorar mais nos últimos tempos do que “Encontros e Despedidas” de Milton Nascimento. Não consigo ouví-la sem derramar a alma e lágrimas com frases do tipo “mande notícias do lado de lá”, “diz que fica” e “estou chegando é hora de partir”. Meu Deus que agonia é a separação!

A chave dourada com a inicial P de Paulo, foi usada na última década umas 3 vezes na Europa e umas 5 no Brasil. O que dá uma média de 1 vez por ano. É pouco. Eu sei, há irmãos que não se vêem há décadas. Na minha infância, não conseguia entender como meu pai morando só a dois Kilômetros de seu irmão, só o visitava uma vez por ano, só dois quilômetros…

Antes era porém diferente. Aquela minúscula chave abria o mundo dos esportes, da paixão por futebol, pelo Cruzeiro, por brincadeiras, por camaradagem. Era ela que abria as portas da diligência, da correção, da austeridade, da responsabilidade, de uma vida pautada pela lógica de uma sociedade que só funciona quando servimos o próximo. Foi o Paulo que se encarregou de me manter informado diariamente, através de seus telefonemas, quando nosso pai estava sendo operado no Brasil; vindo finalmente a largar de nossas mãos aqui, para se agarrar definitivamente nas de Deus, de Maria, de minha mãe, e de seus parentes que também já deixaram essa dimensão da vida. Não podia acreditar que recuperava aquela chavinha!

Com a chave das iniciais ME abria baús contendo livros, músicas e filmes. Foi a Maria Elisa, exercendo sua mentoria de irmã mais velha quem, com gosto pela vida, nos introduziu ao 14 Bis, Roupa Nova, Queen, Peter Frampton, e todos outros. É verdade foi com Paulo que assisti Gandhi na infância, mas foi na companhia de Elisa que assisti Superman e Star Trek e todos outros. Sua contagiante e radiante alegria e paixão pela vida que pode trazer luz como um sol ou sufocar nas horas mais quentes do dia, é a força que nos abriu a porta da Europa e me fez perseverar nos momentos mais difíceis aqui. Enquanto que com a chave P abria salas de conversação com papos análiticos e vastos, com ME eram conversas viscerais. Agora eu tinha essa chave em minha posse novamente!

Aquela minúscula chave contendo um D, que nasceu quase que agarrada ao meu calcanhar, me transferiu da posição de “mentorado” para “mentor”. Demorei uns bons anos para aprender como usar bem aquela chave e extrair as riquezas que ela guardava: coisas bobas como amizade, lealdade, companherismo, respeito e afeto. Quando finalmente fui alcançado e ultrapassado por Denise no mundo acadêmico, pude desfrutar da alegria de tê-la como colega de sala e do orgulho de vê-la vencendo e indo além de mim. Essa foi a última chave que perdi, tendo em vista que emigramos quase que simultaneamente para o continente europeu por razões matrimoniais. Eu e Denise colocamos em prática todo o melhor das conflitantes teorias desenvolvidas e testadas de antemão por Paulo e Maria Elisa. Agora aquela chave era minha de novo!

A última chave dourada com as letras Ra foi a que me abriu as dimensões de uma vida temperada pela presença de uma pessoa como Raquel. Um pouco mais nova do que nós quatro, Raquel mudou completamente as forças gravitacionais dos nossos relacionamentos. E mais do que isso ela trouxe o novo elemento do “de novo”. Foi ela que em nossa adolescência zelou para que não esquecêssemos tão depressa o valor da infância, que em nossa juventude não esquecêssemos o valor da adolescência, e que fatalmente em nossa rabujenta velhice nos lembrará da juventude. Lamento ter perdido essa chave tão rápido, pois cronologicamente foi a que pude usar menos, mas não menos intensamente. Não fui à formatura de Raquel, não fui ao seu casamento, não fui ao batizado de sua filha… Foi com aquela chave que aprendi abrir a caixinha com a tecla do esquecimento. Uma tecla que você aperta e não pensa mais nas pessoas que você ama e com as quais você não pode mais viver. Uma tecla anestesiante, um narcótico para o coração, um ópio. E agora, eu a tinha em minhas mãos!

Tentei em vão achar a velha japonesa na multidão, só queria agradecer-lhe… ou, abraçar-lhe pelo restante da vida e chorar com ela, pois era tarde de mais, eu também há muito já havia perdido meus irmãos no terremoto do viver.

Minhas chavinhas! Será que um dia as usarei novamente? Será? Meu Deus!

Fiquei ali com aquela bolsinha vermelha nas mãos contendo cinco chaves douradas. Parei em frente ao hospital Heilig Geist e debrucei-me num dos murinhos da ponte sobre o Pegnitz. Tomei a chave Ra. Apertei a tecla do esquecimento, depois lancei as chaves nas águas. Ali elas estariam bem guardadas. O merecido sepultamento, no frescor das cristalinas águas frias de um rio alemão.

terça-feira, 24 de maio de 2011

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Estranho e misterioso sentimento

PaiEstava eu fazendo o trajeto costumeiro casa-trabalho, em minha velha bicicleta, quando me vi forçado a parar e sentar-me na calçada.

É que há poucos dias, ao ler sobre o falecimento do ex-vice presidente José de Alencar, um estranho sentimento me incomodou deveras, e não sabia exatamente o que era.

Fui surpreendido com a morte do ilustre conterrâneo, pois ele mostrava-se vitorioso em sua longa luta contra o câncer. Mas o fato nem tanto assim me condoeu, visto que os laços afetivos que me ligavam àquele reconhecido cristão quase inexistiam.

Mas senti um nó na garganta seguido de um profundo e obscuro vazio, que não entendia. Então desviei os pensamentos e me agarrei a outro tema qualquer. E os dias se seguiram em sua marcha rotineira.

Mas ontem, no caminho para o trabalho, como que do nada, fui assaltado pela ideia que explicava meu assombro frente ao falecimento de José de Alencar: É que - não sei como explicar isso sem me sentir um pouco ridículo - por alguma ou outra razão, numa conversa e outra com meu falecido pai, surgia a figura de Alencar. (Meu pai havia também há alguns anos lutado contra um câncer e vencido).

Pois é, de repente ficou claro o sentimento que me incomodava e não conseguia decifrar, um desejo natimorto de ligar para o Brasil. Uma vontade louca de pegar o telefone e papear com meu velho. Lamentar a morte do político mineiro, aproveitar para falar um pouco de política, futebol e religião. Contar do trabalho, contar das minhas filhas, da Tânia, e ouvir suas histórias… sobre sua saúde, sobre suas doenças. Ouvir sua voz…

Encostei a bicicleta, sentei-me ali, e as lágrimas foram pingando silenciosamente uma por uma na poeira do caminho.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Assim sem avisar

RogerInglat1Ah amigo
meu doce e bom amigo
sem fazer as malas partiu

Não faça isso assim
fugir sem avisar
sem deixar um adeus
sem dar um abraço

Porventura estava descontente
com esse seu filho negligente
aplicaste tua última disciplina

pagou na mesma moeda
subiu sua colina
tomou seu caminho
e bem sozinho
sumiu
 

Ah a vida
essa traiçoeira inimiga
que nos rouba bons amigos
que abre feridas
zomba da nossa dor
com uma navalha e um corte
ri da nossa sorte
cala uma velha amizade
com a sutileza da morte

Ah meu velho amigo
por que tudo tão de repente
só quis seu último beijo
um último olhar
um último sorriso
que eu sei você me deu
também um dia sem avisar
e eu por não sabê-los últimos
perdi-os todos

lá longe
em algum tempo
em algum lugar

domingo, 23 de janeiro de 2011

A coisa mais assombrosa

Poucas coisas me aterrorizaram tanto, nos meus seis anos de idade, quanto os absurdos de Saramandaia.

João Gibão com suas asas; Zico Rosado soltando formigas pelo nariz; D. Redonda que explodiu de tanto comer; Seu Cazuza ameaçando cuspir o coração toda vez que se emociona; Marcina ficando em brasa, queimando tudo o que encosta; e o professor Aristóbulo, o lobisomem, não dormindo, e em suas andanças noturnas se encontrando com D. Pedro I e Tiradentes.

Nada era pior do que os terrores, que eu já me habituara, das estórias infantis, como Joãozinho e Maria, Branda de Neve ou Chapeuzinho Vermelho.

Como eu era, por meus sensatos pais, proibido de assistir a famigerada Saramandaia. Só me restava pescar as conversas dos colegas, filhos de pais mais liberais, na escola. E vez por outra, por descuido dos velhos (naquela época bem jovens), assistir um ou outro capítulo [cagando de medo – com perdão da expressão].

Todo o mistério tornava, então, a coisa mais assombrosa ainda, como nunca deve ter sido, salvo engano.

domingo, 16 de janeiro de 2011