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quarta-feira, 29 de abril de 2009

A grande família

Maalalel estava feliz. Hoje era dia de festa na família. Seu tataraneto Lameque fazia aniversário. “Aquele bebê já iria fazer 5 anos de vida! Como o tempo passa tão rápido...”: pensava Maalalel.

Dentre os convidados podia-se encontrar o pai da criança, o jovem velho Matusalém, com seus míseros 192 anos. Ele era um dos bisnetos favoritos de Maalalel.

Seu neto o educara bem. Enoque, era um menino de ouro, completava naquele mesmo ano 257 anos, mal poderia imaginar que em breve, daí a pouco mais de um século, Deus o arrebataria pra si.

O filho de Maalalel, Jarede, agora com 419 anos, já estava quase tão velho quanto ele. “Como aquele rapaz desenvolveu...”

Maalalel mesmo completara seus 484, quase meio milênio de vida! “Poxa! Mas será que alcanço papai?”

O papai, que já começava apresentar os sinais da velhice com seus 554 anos, era Cainã. “Mas o velho comia como se ainda tivesse 15. Já falei para ele maneirar no colesterol”.

Com um bom copo de vinho na mão lá estava Enos, o vovô querido de Maalalel. Idade? 644.

Quem matinha a boa forma para idade era o bisavô de Maalalel, Sete, que já ia para a casa dos 50. Digo 750. Sempre bem humorado e rodeado de pessoas e causos.

Lá no canto um pouco isolado da confusão, com um pratinho de bolo na mão, estava o velhote, o tataravô de Maalalel. Com seus 879 anos de idade, abraçado com sua Eva. Eles brincavam com o aniversariante. Adão ria e se divertia com a criança (seu tatatataratataratataratatararaneto), e pensava consigo mesmo: “É… De fato, nunca mais fiquei sozinho”.

Baseado no primeiro livro de Moisés capítulo 5.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O que estamos lendo

Vai aí uma pequena amostra dos livros que pairam na mesinha de cabeceira de alguns dos nossos colaboradores:


 

 

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Graça e Sofrimento

“Mack, eu crio um bem incrível a partir de tragédias indescritíveis, mas isso não significa que as orquestre. Nunca pense que o fato de eu usar algo para um bem maior significa que eu o provoquei ou que preciso dele para realizar meus propósitos. Essa crença só vai levá-lo a idéias falsas a meu respeito. A graça não depende da existência do sofrimento, mas onde há sofrimento você encontrará a graça de inúmeras maneiras.”
Papai para Mark em A Cabana

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Bach pra Jeronimo e Orquestra | Argumentos pra existência nossa


"Não são os anjos que cantam, não são os pássaros nem o mar,
é um senhor cheio de céu: o senhor João Sebastião
Faz muitíssimos invernos que, choramingando em alemão,
nasceu entre breves e corcheias o senhor João Sebastião
Era menino e as canções que ensinava-lhe seu papai
as repetia para sempre o senhor João Sebastião
Era gordinho e com peruca, indispensável como o pão
e carrancudo com freqüência, o senhor João Sebastião
sonhando em órgão e clavei, a seu país angelicão
levava a príncipes e a pobres o senhor João Sebastião
Está a contar-nous um conto que não terminará jamais.
Deus ditava-lhe o argumento ao senhor João Sebastião."



Deus ditava-lhe o argumento –diz María Elena Walsh- ao senhor João Sebastião. Com ela e através dela apresentei-lhe a meu sobrinho Jeronimo a maravilhosa existência de Bach e sua música. Desenhei-lhe as notas breves e as corcheias entre as que nasceu choramingando em alemão. Desenhei-lhe a peruca branca, os sapatos de casa, um candelabro e um lampadário. Desenhei-lhe também os príncipes e os pobres que ouviam em órgão e em clavicórdio os contos intermináveis do senhor João Sebastião.

Não interessou-lhe a palavra “ditado”, e se dedicou a colorir “ao senhor João Sebastião carrancudo e cheio de céu”: O primeiro que pintou-lhe a Bach foram as mãos. Jeronimo está muito apaixonado do piano e de todas as mãos que saibam tocar-o.

Aos quatro anos já entende a palavra Deus, mas não a palavra “argumento”. No entanto, a diferença de quem têm mais de vinte anos, ele está muito interessado em aprender que significa. Eu fiz como se explicasse-lhe. Enchi-lhe a folha de desenhos contando-lhe o que pudesse ser um argumento. E contei-lhe que a ele mais vale-lhe ter muitos argumentos.

-¿Muitos? -pergunta-me.
–Sim, -respondo-lhe eu- muitos. muitos. Um melhor que outro, mas muitos.
Porque sem argumentos (eu penso sem falar-lhe) não saberás nada bem pra que viver quando chegue-te a idade de estar a sozinhas e preguntar-to preocupado. E talvez Deus sempre esteve em aquilo dos argumentos da vida. Talvez sejamos nós quem precisemos ter muitos argumentos irrefutávels pra demonstrar a existência nossa e não a de Deus

Muitosar-gumentos, repete ele sem olhar-me. Vai dizendo muitosar-gumentos muitosar-gumentos enquanto faz um rollo com a folha e guarda-o como uma panqueca de papel na sacolinha dos lápis. Se aprendem-se coisas novas, ou se crê-se aprendê-las, um mesmo guarda-lhas pra voltar a elas em solidão. Descobriremos depois pausadamente mais dos mistérios que a emoção da novidade não permitiu-nous descobrir naquele momento do impacto. A panqueca dos argumentos será um plano que em outro dia Jeronimo vai a desenrolhar, e que estudará quando ninguém interrompa-o nem moleste-o em seu pequenha rotina humana.

A presença de meu sobrinho hoje revivió-me umas horas. Bem demais viva é estar e sentir-me assim num dia com um par de horas nunca melhor argumentadas. Agradeço-as. Agradeço-as!

Depois, cantamos com seu querido Markama o trava-lingua da canção Quitapesares. E ele foi-se. Ay! Deseio que Jeronimo tenha sempre as mãos coloridas e felizes sobre os pianos da vida. E que Deus dite-lhe muitosar-gumentos ainda que agora não saiba que são e ainda que entesoure-os como uma silhueta incompreensível na sacolinha azul.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Carta a um pastor gay

Caro amigo Severo Augusto,

fiquei muito feliz em reencontrá-lo domingo passado no aeroporto. Assim é a vida, cheia de encontros e desencontros. Há muito tempo que venho procurando através de amigos comuns saber notícias suas, pois você havia sumido do cenário nacional.

Como prometido, estou enviando-lhe aqui o nome do cientista que revolucionou a pesquisa sobre a sexualidade: Alfred Kinsey. E como você me pediu vou agora expressar o que eu penso disso tudo.

Primeiramente, desculpe-me não ter te respondido prontamente naquela tarde, olhando em sua face, mas precisei gastar algum tempo não só orando, mas refletindo bem sobre o quadro. Tomei tempo também para ler e reler algo sobre o assunto.

Sua situação mexeu muito comigo. Depois de nosso bate papo, enquanto você voava para os Estados Unidos e eu esperava meu vôo para Alemanha fiquei lembrando-me de nossa época de escola. Certa vez você me confidenciara sua primeira(?) experiência homossexual, com um tom de arrependimento e remorso. Nem passava pela minha cabeça que você poderia estar ainda tão envolvido assim nesse tipo de crise. Agradeço-te por ter sido mais uma vez alvo de sua confiança. Alerto-te, todavia, que serei bem franco contigo, coisa que nossa boa e velha amizade não só permite, mas exige.

Sempre estranhei suas constantes investidas atacando o movimento homossexual ou a homossexualidade em si. A princípio pensava que era só um cumprimento da pauta do momento, da agenda evangelical conservadora. Afinal você se tornou um líder evangélico de destaque no Brasil. Mas depois tudo me pareceu muito exagerado.

Também aquele seu medo da solidão, que lhe forçava buscar companhias de rapazes, poderia ter sido tratado de forma mais franca e aberta e não ser sempre camuflado em nome de um suposto discipulado.

Ao contrário do que você me alegou, que foi tudo ataque do maligno para destruir seu ministério, creio que você mesmo foi quem se enveredou por caminhos que não deveria. E não digo isso em relação à homossexualidade propriamente dita, pois você mesmo sabe que não pode mudar muita coisa quanto a isso. Mas sua exposição pública tornou-se por demais obsessiva. O acúmulo de funções chaves e o uso exagerado do discurso moralista poderiam ter sido evitados. Você foi forçado a assumir uma personalidade muito diferente daquele Severo Augusto que conheci antigamente.

Não é de se admirar que você se sinta agora perseguido e que o rapaz de programa esteja lhe chantageado. Se você não estivesse em evidência tudo passaria despercebido pela sociedade. Você teria claro, ainda que lidar com o drama de consciência, mas não com esses inconvenientes de maior vulto e conseqüências mais drásticas. Lembre-se que Davi preferiu cair nas mãos de Deus do que nas de seus inimigos?

Como você me perguntou, lhe responderei: o "sair do armário" como um gay, poderia, de fato, liberá-lo do segredo que você mantém com tamanha angústia. Mas francamente falando, acho pura bobeira qualquer confissão pública de sua identidade. Isso de fato não edificaria ninguém e só atingiria seu ministério.

O seu desejo freqüente de continuar publicamente como um pastor e prossegir, secretamente, desenvolvendo um relacionamento homossexual só agravará mais ainda sua angústia e medos. Sei que é muito duro constatar que não se tem muitas opções, a não ser, por continuar vivendo com sua ferida. Afinal você mesmo sempre procurou a orientação sobre imoralidade sexual na Bíblia e em sua Denominação.

Penso que seu ministério não chegou ao fim. Ele talvez não tenha o vulto e o alcance que você ambicione agora. Entretanto você pode ainda ajudar muito as pessoas. Mas agora é o tempo no qual você precisa de ajuda! Aproveite seu relativo anonimato no exterior e busque auxílio num centro que trabalha com mulheres e homens homossexuais.

Imagino que seu desejo homossexual (reprimido) possa ser redirecionado para melhor compreensão da intimidade, da marginalidade, do amor e da posse (coisas tais que nem todos têm a precisada sensibilidade), mas nunca o direcione novamente para a condenação de seus semelhantes.

Desejo-te um bom recomeço em terras estrangeiras. Aguardo sua resposta e conte comigo.

Fraternalmente,

Roger

(Embora o nome seja fictício qualquer semelhança com fatos reais não seria mera coincidência).

Leia também: O impulso de oferecer flores

domingo, 19 de abril de 2009

Vamos tirar os mendigos da rua para não atrapalhar os pedestres

O “Jornal do Brasil” de 25 de janeiro publicou a foto de uma calçada em Copacabana, no Rio de Janeiro, que mostra um mendigo dormindo e cinco pessoas caminhando. A infeliz legenda diz que o mendigo que dorme na calçada “atrapalha os pedestres”. A mentalidade é esta mesmo -- os pobres incomodam os que não são pobres. Faz lembrar a tremenda parábola de Jesus sobre o comportamento do sacerdote e do levita que foram para o outro lado da rua porque havia um homem semimorto estendido na calçada. Faz lembrar também a insensibilidade da mulher a que se refere o “Diário de Ashbel G. Simonton”: coberta de peles, assentada num trenó, torcia para nevar, enquanto milhares de desempregados torciam para não nevar, já que o inverno estava muito rigoroso e o carvão para aquecer suas casas estava muito caro.

Fonte: Revista Ultimato (edição 317 - março, abril 2009) via Tuco Egg

Não deixe de ler:

A Escadaria da Graça (1)
A Escadaria da Graça (2)
A Escadaria da Graça (3)
A Escadaria da Graça (4)

sábado, 18 de abril de 2009

A Escadaria da Graça (4)

Como não houvesse culto administrativo, e os poucos crentes mais progressistas, já estivessem engajados em visitar a FEBEM ou em ajudar alguma ONG qualquer, o filho de uma corista assumiu a ofensiva e txááá´! Um balde de água suja “acidentalmente” conspurcou os poucos pertences daquela pobre família. Consternação, raiva, debandada – mas na noite seguinte voltaram. E voltaram e tornaram a voltar.

Ontem pela manhã, um pedreiro começou a furar o cimento da calçada e paredes, e a colocar nelas uma grade de ferro, de pontas agudas. Oferta especial dos membros da igreja? Não: outra iniciativa pessoal de um deles, coronel reformado e solteirão. “Logo vi que ele não tem filho!” – comentou a mulher de um mendigo, com desprezo. “E eu, que ele não tem mãe” – emendou Bigulim, com um riso de canto de boca. Mas os maltrapilhos estão desoladíssimos, e nunca mais ninguém ousará sentar na escadaria da graça – nem mesmo a turma da esquina e a criançada, nem mesmo os casais noturnos.

(Adaptado de "O Murinho" Carlos Drummond de Andrade e baseado em fatos reais).

Leia também:

A Escadaria da Graça (1)
A Escadaria da Graça (2)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

A Escadaria da Graça (3)

image O zelador saiu a parlamentar, e desacataram-no. A rua era pública, a igreja a casa de Deus. Na próxima noite já estavam ali novamente e logo antes do raiar do dia já desocupavam a estalagem, não faziam nada de mais. Os crentes tinham que ter caridade ou não passavam de hipócritas.

Caridade era coisa para espíritas ou católicos e ouvindo-se tratar de hipócritas, no santo dos santos, por trás da cortina, os crentes se indignaram. O telefone chamou a Rádio Patrulha, que foi rápida, mas os maltrapilhos ainda mais: ao chegar o carro, o zelador estava falando sozinho.

No dia seguinte, não houve hospedagem grátis, mas já na outra noite, meio cautelosos, eles reapareceram. A esse tempo a rua se dividira. Havia elementos solidários com os evangélicos, e outros que defendiam os descamisados; estes argumentavam que aquela gente era sofrida e precisava do apoio comunitário e não mais peso para carregar. Preferível à graduação dos casais suspeitos, que antes envergonhavam a rua.

Mas a Igreja da Graça tinha membros metódicos e burgueses, aos quais aquela miséria torturava; tinha também gente pobre e trabalhadora, que preferiam fugir da indigência a encará-la logo pelo domingo cedo. Por que os vagabundos não voltavam de onde vieram e iam pegar duro na enxada?

Continua…

Leia:

A Escadaria da Graça (1)
A Escadaria da Graça (2)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

A Escadaria da Graça (2)

Nos degraus propriamente ditos, as pessoas encontravam descanso, e era uma espécie de átrio dos gentios, visto que o edifício da igreja era tido como templo. Ali pisavam tanto crentes como não crentes sem a ameaça de profanar o “santo dos santos”. Não se sabe ao certo até que ponto os transeuntes desavisados identificavam o local como um igreja evangélica, mas para a garotada ali era a “esquina” onde a turma se reunia, ou “escadaria da Graça”, nome exagerado dado à escada de meia dúzia de largos degraus.

E assim corria a Idade de Ouro, quando começaram a surgir, no expediente noturno, alguns maltrapilhos sós ou mesmo acompanhados de toda família, para ali pernoitar. Na maioria das vezes, que não eram nem tantas assim, ficavam provisoriamente, por uma ou duas noites. Depois prosseguiam sua jornada fugindo da fome do Jequitinhonha ou outro recanto desprivilegiado em busca de alguma oportunidade em Belo Horizonte. O mais conhecido deles era um alcoólico (inicialmente anônimo), que por molecagem infantil foi apelidado de Biguilim. Chegou até mesmo a freqüentar a igreja e se converter (e desviar-se) várias vezes. Os retirantes, porém, apareciam e sumiam sazonalmente como os bem-te-vis que perambulavam e cantavam no alto da torre.

Bem antes dos adolescentes com seus gritos e risadas altas às altas horas da madrugada e da maré de maconha deixada por alguns dos mais ousados, os mendigos e sua falta de higiene, era sem dúvida o maior inconveniente para aquela comunidade cristã.

Logo as primeiras queixas começaram a surgir, sabe lá Deus na boca de quem. Talvez foi o zelador, ou o próprio pastor, ou mesmo um fiel apressado que chegava no domingo antes da escola dominical iniciar e encontrava alguém ainda por lá ou apenas os vestígios deste alguém.

Continua…

Veja também: A Escadaria da Graça (1)

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A Escadaria da Graça (1)

A princípio, o território neutro da Igreja da Graça era ocupado por adolescentes e crianças, organizando suas batalhas em tabuleiros ou cartas, à sombra de um flamboaiã; à noite, vinham empregadas em geral, providas de namorados civis e militares.

Mas impõe-se a descrição sumária do território: simples escada pavimentada em frente ao edifício de esquina, separando o portão de entrada da calçada das ruas, que por estar no alto de um morro e de tão lisa convidava a pousar e repousar. Os adolescentes cediam ao convite, e ali ficavam praticando sobre o tempo, sobre as mulheres, futebol, verdades e inverdades da semana. (Na parte da tarde). Os adultos não conversavam, pois outros meios de comunicação se estabeleciam naturalmente na sombra, mormente se o poste da CEMIG, que ali se alteia, falhava a seu destino iluminatório, o que era freqüente. (Na parte da noite.)

Continua…

terça-feira, 14 de abril de 2009

Enquete sobre livros de Francis Schaeffer

Mais uma vez FS expõe a tese principal de seu livro “A morte da Razão”, a saber que o homem moderno, diferentemente do homem de outras épocas, “matou a razão”, eliminando-a por completo dos aspectos transcendentes de sua existência.

“O que faz do indivíduo um homem tipicamente moderno é a existência desta dicotomia […] É isto que separa e distingue o homem moderno, por um lado, do homem da Renascença, que alimentava a esperança de uma unidade humanista e, de outro lado, do homem da Reforma que possuía na realidade uma unidade racional acima e abaixo da linha com base no conteúdo da revelação bíblica.”

continue lendo aqui…

Schaeffer obviamente influenciou também nossos teólogos. Caio Fábio em entrevista para revista época afirma que Schaeffer lhe foi muito útil (nos primeiros anos). R. Gondim declara que “evangelicais consumiram os livros de Francis Schaeffer para provar que a fé era racional” e ele mesmo confessa ter tido que “ler Francis Schaeffer com a mesma obrigatoriedade que as Misses liam Saint-Exupery (para posarmos de intelectualóides).” O chanceler do Mackenzie afirma: “não saberia dizer, o que ficou de ruim do legado de Schaeffer, pois sempre me beneficiei do seu legado”.

E você o que pensa? Deixe sua opinião, deixe seu voto registrado na Enquete ao lado!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Longe do moralismo

“Tomo cuidado para não ter o sucesso como referencial da genuína direção de Deus. Isto envolveria uma visão infantil da vida cristã, onde a cruz foi eliminada. Porém a pergunta de Balaão está sempre voltando às nossas mentes: estamos nós realmente no plano de Deus, andando no caminho no qual ele quer nos guiar? Esta não é mais uma questão de moralidade, de lei, de alguma distinção de um tipo racional ou mesmo espiritual entre o bem e o mal. É uma questão bem mais pessoal, mais viva e branda sobre o nosso contato com Deus, sobre a nossa atenção à sua inspiração.

Deve ser notado o fato de estarmos longe do moralismo. A idéia da direção de Deus é encontrada em toda a Bíblia. Embora Deus, algumas vezes dê regras gerais, ele fala aos homens mais frequentemente de um modo altamente pessoal e concreto dentro de determinada situação. Ele está presente em nós, pelo Espírito Santo…”

Paul Tournier em Culpa e Graça

sábado, 11 de abril de 2009

Além da obediência, a rebeldia pascoal

Se você já se questionou sobre o que o futuro lhe reserva terá uma leve idéia da angústia que se abateu na alma daquele palestino às vésperas do domingo de páscoa.

A “Paixão de Cristo”, o filme premiado de Mel Gibson inicia-se naquele momento crucial, onde a vontade do Filho se dobra definitivamente à vontade do Pai, no Getsêmani, quando a angústia atinge seu ponto mais fundo e o suor de Jesus se converte em sangue.

O autor da epístola aos Hebreus expõe esse episódio de forma paradoxal: Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu (Hb 5:8). Por que o “ainda” ou o “embora”? Não deveria estar ali um “porque” ou “pois”? Não são justamente os filhos que aprendem a obedecer?

Obediência... Palavra cultivada nos quartéis ou pátios escolares, nas salas e nos escritórios, nos chãos de fábricas ou nos campos agrícolas. “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”, diz a sabedoria popular. A definição mais simples e precisa do termo encontra-se no Aurélio: Submissão à vontade de alguém. O Filho se submete à vontade do Pai.

Mas obediência significa desobediência. Para obedecer ao Pai, o Filho teve que desobedecer outras autoridades. Por isso mesmo foi penalizado.

Não é de se estranhar que Satanás ao tentar o Mestre no deserto lhe impõe ordens: Transforme! Se atire! Adore-me!

O cientista Stanley Milgram deixou claro em seu famoso experimento os perigos da obediência cega. A sétima arte nos mostra essa verdade várias vezes, das quais a preferida minha é o filme “Uma questão de Honra”, onde Tom Cruise e Demi Moore fazem o papel de advogados da Marinha Americana que desmascaram um general autoritário encenado por Jack Nicholson, que por abuso de poder causa a morte de um oficial inocente. Também as páginas da história nos trazem períodos negros como o nazismo que se sustentava no senso de responsabilidade e obediência cega às autoridades.

É mais do que comum pensar-se que temos um Deus que exige de nós, suas criaturas, obediência incondicional. Afinal não seria esse, o tropeço inicial de Adão e Eva? Não teria Deus testado nosso pai na fé, Abraão, justamente nesse quesito, ao pedir-lhe seu único filho, Isaac? Não. Deus nunca solicitou isso de suas criaturas.

Se não fosse por sua rebeldia Jesus jamais seria crucificado. Teria levado uma vida fácil, teria gozado de prestígio e poder. E nós estaríamos condenados eternamente. Mas Jesus desobedeceu. Ele não satisfez os caprichos da legislação romana e nem do legalismo judeu. E muito mais do que isso, Ele foi além da obediência à lei Mosaica.

Fomos ensinados, ou no mínimo acostumados, a pensar que Deus tinha um plano estabelecido e detalhado para seu Filho que culminaria com sua crucificação. Pensamos que Jesus ciente deste futuro tenebroso fazia os movimentos precisos de forma a se encaixar perfeitamente nesse plano. Tudo regado com muito jejum, muita oração e muita espiritualidade. O fato, porém, é que se nossa teologia diz isso, ela deveria afirmar também que Deus tinha um robô espiritual e não um Filho de carne e osso.

Não estou negando com isso que Deus tivesse um plano, ou que houvesse um futuro predeterminado. Não. Obviamente havia pontos fixos, tais como a traição de um amigo, a crucificação entre bandidos, o sorteio das vestes ou a sepultura de um rico. Tais fatos, porém se apresentavam como profecias que se cumpriam para nos sinalizar a identidade do Messias e não como alvos a serem atingidos ou compromissos agendados dos quais Jesus não pudesse fugir.

O fato que tentamos evitar, mas que temos que encarar de frente é que a obediência que Deus requereu do Cristo, Ele requer de nós também. E não se deu através de provinhas do tipo faça ou não faça, mas sim em questões mais amplas de caráter, do tipo humildade, mansidão, misericórdia e perdão para com indivíduos caídos. Essa é a obediência, que o levou à cruz, da qual Paulo fala, “pela obediência de um muitos serão feitos justos”.

Mais do que um plano maravilhoso para sua vida, o que a Páscoa nos mostra, é que Deus, através de você está ainda a planejar uma nova história de vida marcada pela graça e pela justiça conquistadas há mais de 2000 anos por um simples carpinteiro que amou até as últimas conseqüências, de tal forma, que nem a morte conseguiu segurá-lo.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Deus morreu por nós, os turistas. Crónica de Pascua

Cuaresmapascua Pascuaresma pascuacuaresma. Pascua. Pascuas. A Pascua. As Pascuas. O pascual, a Pascualina. Felicespascuas. Faz um tempo já ninguém se reúne em meu povo a festejar obrigatoriamente a Pascua. Graças a Deus. Mas passam outras coisas. Já sei que alguma família com patriarcado espartano e matriarcado etrusco ainda se impõe disciplinas colectivas para sofrer-se os uns aos outros no amor estoico do Senhor. Já o sei, já o sei, pobre gente.

Eu tive meus pascuas-malditas-pascuas. Recordo aquelas torturas que duravam quase numa semana. Não numa semana, senão quase, porque o de semana santa é uma metáfora do cronos: Começa numa quinta-feira mas não começa numa quinta-feira, se amaga com que se começa nessa mesma segunda-feira mas também não é que começa numa segunda-feira. Às vezes elege-se numa quarta-feira à noite, às vezes numa sexta-feira à tarde. Trata-se sempre de um estado de véspera contínua que não se sabe muito bem o que é até que por fim acaba e voltamos-nos normais como se nos dês-convertêssemos de algo.

Lembrança que aos vizinhos lhos costumava visitar uma hora durante toda a manhã, como um via crucis social que só era um peturbação pra a cada anfitrião. Ia-se de casa em casa (e tinha reciprocidade) para desejar santaspascuas.
Ao saúdo de rigor os vizinhos –sumidos em seus afanes de festa LuisXV- respondiam-nos com um “PrasPrasPraspravocé”; algo bem como um “igualmente pra você” que não se entendia mas que se dava por facto, porque sim, como se domestican as usanzas e as cerimónias sem sentido.

Lembrança que as mulheres se levantavam às quatro da manhã a condimentar os pescados e a verificar os recheados de verduras. Todas as mulheres, menos eu. Andavam trabalhosas numa nuvem de especiarias, sem saber se contentes ou não, só mobilizadas como fembots, programadas para executar uma tradição.

Congestionaban-se seu próprio trânsito comprovando molhos que tinham deixado a noite anterior sobre ollas e sartenes tentando conseguir não se que alquimia. ¿Que coisa pediam-lhe a um molho mais que não fosse um molho?
Recordo o run run pela casa em um ir e vir, sugestionadas em preparativos absurdos, com a mirada posta num objectivo sem enunciar. Como se tivesse de vir um Mussolini com bandeiras de cores a ditar-nos bênçãos. Mas ninguém ia vir. Era só sentar-se a comer.

Pescado alvo, pescado plateado, pescado dourado, pescado azul, pescado rosado, pescado, pescado, pescado. Pescadinho ao forno, frito, arrolhado, asado. Em tuco com cebola, em limão e gelo, quente em cozido, com forma de pescado e sem forma de pescado. Uma coisa brilhante sobre o plato enfeitado como um visir. Que saía servido de uma coisa barroca, menos parecida a uma fonte de comida que a uma roupa de soldado de gala.

Pascua pescado pescado pascua. Pecados e pescados. Pecado e verdura. A verdura e o pecado. A verdura redentora. A Pascua. O corpo. A comida ¿A pascua? Santa empanada de vigília, cruz malograda, imprestável pan.

Eu me acordava cedo entre ordens e contraórdenes de matronas enfebrecidas: -Ana passe-me urgente a fonte de cristal mas não ma tragas ainda, urgente sim mais urgente não; Marta vigia as papas na olla número vinte e sete da coordenada trinta e três; Noemí ¿de qual fornilho era a caçarola de acelga? Não sei, não sei, que alguém vigie já mesmo a acelga, que ninguém se mova se a acelga não aparece. Portas de armarios e guarda-comida que se abrem e se fecham, pim pam pum, crash de cristais que chocam, vasos, platos, facas, tenedores, burburinho de objectos: Os objectos inobjetávels da pascua-pescado. ¿Pra que? Ninguém o sabia.

Levantava-me lentamente em pijama, já com a almohada impregnada de alho e orégano, e me assomava ao corredor devagar que parecia o cruze ferroviário em hora pico. Elhas ficavam as pegadas marcadas no andar das mulheres que como formigas marabunta faziam fileiras de pista dupla desde a sacola de açúcar à sacola de farinha. Nas entradas de uma rua das tias e as avós tinha que pôr-lhes semáforos pra ordenar-lhes a locomoção entre o caixote de tomates e as batas de azeite. -¿Que está a picar aí Juana na tabela número onze? –As rodajas de cenoura, senhora Nelly, já termino depressa, não se preocupe. –Ah, ¡mas se a cenoura está a cortá-la Alejandra na tabela número seis! –Ah, não sei, eu achava que… (e então soava uma sirena como a de um quartel que alarmaba ao apronte por ameaça de ataque) Começavam todas como tagarelas surdas a vistoriar das tarefas atribuídas em procura da temível superposição.

A mesa maior, sobre o hule de borboletas, tinha despregado um mapa mundial como o do TEG, onde a cada hembra defendia seu território e construía uma pascua. O pijama cheirava-me a pascua. O cabelo cheirava-me a pascua. As mãos amanheciam-me com o cheiro do vinagre da conserva.

Eu hurgaba na vitrina de um armario se tinham escondido os ovinhos de chocolate pra roubar um, mas eram tão zelosas que não deixavam nenhum dispositivo pascual nem sequer ao alcance da maior inocência. Tudo tinha que estar vigiado por um soviet supremo que abolia as cortinas.

O ovo da pascua apresentava-se como um deus às três e meia da tarde, depois do almoço, dantes do anís, uma hora após a donuts de crema, mas dantes do torta da vanilla. Já para essa hora me caía de sonho, baixo o coma provocado pelo tonelagem do almoço, asqueada de pescado e de tarta de cor verde.

-Avô, ¿Quando acaba-se a pascua?
-¡Uh, recém começa, querida, até o domingo segue!
-¿Por que, avô, há pascua de pescado?
E o avô sorria com bigote, sempre com a mirada num livro, sentado à sombra do pátio, baixo a parreira.

Hoje mudaram algumas coisas. Já não há pescado em casa, eu como carne se quero e se posso, ou bolachas de água. Não recebo visitas, não lhe digo felizes pascuas a ninguém, estou em outra casa, não tenho já essa família, muitas das pessoas que estavam em minha infância não estão mais, e já não desejo ovos de chocolate nem coelhos com crema branca. Se apressam-me um pouco, nem na pascuapascuapascua já creio.

O único que fica é que desde a quarta-feira começa um irracional feriado. Ou sueto. Ou feirado. Ou folga. Ou férias. Vejo e padeço que todo o que um precisa para resolver os problemas básicos do dia não estará disponível nem serão resolvidos porque está tudo fechado. Fechado baixo sete chaves, herméticamente, com solemnidade de protocolo desvairado, sem convicção, por ter pachorra, por ausência, por atirar manteiga ao teto, por mandar ao caralho o sistema comercial que se desangra na bañera do Shopping. Não fica ninguém. Parece o condado de Maine atacado pelo nevoeiro de Stephen King. Não sê se festejam um éxodo ou uma pascua. Fogem todos, deixando a derrapagem marcado no pavimento. Se aferran ao pack de turismo como a uma salvação e desaparecem. Se há crise que não se note. ¿Pra que? ¿Pra onde vão? Ninguém o sabe.

E fica este povo fantasma bem mais fantasma ainda, com as persianas de enrolhar baixadas com raiva e até o solo, de um só tirón, de luto contente, de modorra longa, de pressiono, de pés pesados, de sonolência de ogro com voz do cochilo em Tombuctú.

Se saio à vereda e digo “Pascua”, ouve-se pascua ascua scua cua ua ua…. De eco em eco, rua por rua, até que o muralha do cemitério o absorve e o faze calar tudo.
E o domingo -melhor dito na segunda-feira- não terá ressurreção senão mortandade de seres nas rotas, nas carreteiras, nos caminhos, esmagados numa autoestrada mas esmagados em família, como corresponde. E irão numerados à morgue como pescados que agonizam numa bateia de gelo. ¿Por que? ¿Pra que? Ninguém o sabe. Porque sim. Pela Pascua.

Evangelho significa boas novas

Deixando as brincadeiras de lado vamos agora ao que é sério.

E permitido a nós, médicos, dizer francamente que as igrejas cristãs, de todos os credos, e muitas seitas, têm frequentemente abusado da severidade e das ameaças de Deus. Teólogos, sobretudo poetas e pintores, em uma emoção piedosa, têm exagerado na interpretação da Bíblia, através de fantásticas descrições das penas eternas. Eu não nego que suas intenções foram boas, que foram precisamente de levar os homens ao arrependimento e à salvação. Mas parece, como eu já disse antes, que é necessário prestar atenção a quem se fala. Falar de penas eternas, com detalhes impressionantes, a doentes, ou a jovens que estão em retiro espiritual, que são ingênuos como crianças, que não ultrapassaram a noção infantil e freudiana da culpa, é enganar-se no endereço; e isso pode fazer muito mal! Há muitas almas ainda trêmulas e aterrorizadas por um traumatismo moral como esse sentimento da infância.

Evangelho significa boas novas; é a boa nova da graça de Deus. Tem-se cultivado amplamente na cristandade o medo das penas eternas. Eu não penso que se possa determinar exatamente o papel que ela desempenha no medo da morte. Parece, entretanto, que o medo da morte é maior no Ocidente cristão do que no extremo Oriente.

O medo do inferno pode tomar proporções incríveis em determinados doentes. Eles não encontram nenhuma palavra para exprimi-lo. Um deles, um colega, me dizia: "Minha condenação é cósmica, atômica". As palavras não significam nada, mas nenhum exagero de linguagem poderia exprimir a profundidade do seu desespero. Eu não estou afirmando que a pregação das igrejas seja a causa de tais doenças. Porém a doença ampara-se e nutre-se nela: por outro lado, a mais severa pregação choca-se frequentemente com a imperturbável quietude daqueles a quem ela queria abalar.

Tenho visto muitas almas atormentadas, não com o temor de sua própria condenação, mas com a de outros, digamos, a de parentes falecidos cuja conduta foi julgada mais culpada que a de outros por um moralismo simplista; ou ainda inquietos com a sorte de inumeráveis pessoas que morrem sem jamais terem ouvido falar de Jesus Cristo.”

Paul Tournier em Culpa e Graça

domingo, 5 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Se eu fosse como você... Jacqueline

Jaque e Beto Concentraria meu tempo naquilo que é essencial. Apegar-me-ia ao mundo concreto e nas possibilidades reais e não ficaria a sonhar com utopias ingênuas.

Faria missões na Alemanha de uma forma dinâmica e apaixonada. Teria me deixado guiar pelo Senhor da Seara e alcançado aquele que realmente precisava.

Ah... se eu fosse como você, Jacqueline...

Não teria gastado estes 11 anos buscando meus próprios sonhos e interesses. Dependeria mais da voz de Deus. E traduziria ela para meu próximo com graça e amor.

Mas não sou.

E fiquei vagando por desertos com medo de tomar posse da terra prometida. Fiz alianças com gente ordinária. Vivi aquilo que me falta coragem para relatar.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Se eu fosse como você... Lou

Lou Cara, seu eu fosse como nosso missionário mestre, estaria dando nó em pingo d’água sem a mínima preocupação com as convenções sociais hipócritas.

Iria rir da sorte que tive agora, sem a menor preocupação de que isso significasse o fim dos problemas. Saberia expressar de forma bem clara e bem humorada que nessa suposta vitória, é onde mora o perigo. Que nos supostos anos de insucesso foram aqueles onde os anjos estavam em alerta sobre nosso telhado.

Ah... se eu fosse como você, Lou...

Eu não estaria tão preocupado com os anos passados e os que virão. Viveria simplesmente o hoje.

Aglutinaria bons amigos por aquilo que armazenei em meu coração e não tentaria impressionar ninguém com jogadas que conseguem iludir só a mim mesmo.

Mas não sou.

E tenho que confessar que hoje quase chorei ao sentar em meu novo escritório, tomar posse da minha mesa e configurar o meu PC. Há muito tempo não me sentia tão bem e tão medíocre...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Lágrimas de Dois Gumes



Explicar sentimentos profundos é coisa para poeta. Quem não o é e tenta fazê-lo, corre o risco de ser mal interpretado e julgado!

Sendo assim, deveria me calar...masss...

Há um amor que inverte meu consultório! É tudo muito egoísta, mas, funciona direcionado; a mim! Pois agora vejo, o que poderia ter enxergado desde o início...
Quem recebe tratamento profundo...
Quem sai dali com maior esperança...
Quem se lava de sujeiras escondidas...
Quem tem as feridas cicatrizadas...enfim...
Que o paciente...
SOU EU!

Eu tenho sim compaixão pelo meu próximo!
Mas, ultimamente, meus olhos teimam em reverter toda gama de situações externas, quase sempre más, para o meio interno! Tudo se torna muito emocionante. O pensamento viaja a milhões de anos luz, passa por Buracos Negros, Buracos Brancos, Buracos de Minhoca (RS, isso existe na astronomia moderna!), em segundos...Quando a realidades bate e me clareia novamente, o resultado já pode ser SENTIDO!

As lágrimas que vejo, são turbilhões dolorosos que expõem muito mais do que o momentâneo, mas...BENDITAS SÃO! Conseguem gerar e nutrir esperança e felicidade! Meu raciocínio, durante aquele curto trajeto rolando no rosto, analisa eficazmente a voz do SENHOR dizendo simplesmente: “Vinde a mim você que está cansado, angustiado, quebrado, triste, sobrecarregado...EU te ALIVIAREI” !!!!!!!

Fecha-se a receita.
Fim da consulta.

Separando o joio do trigo

Os comentários em um Blog são o melhor instrumento de feedback e controle de qualidade. Eles são como norte que indica se estamos indo na direção certa ou não.

Por exemplo, nossa serie A Reforma é anti-bíblica foi publicada em um Blog Batista e gerou dois comentários:

    1. “Seu jogo de palavras não convence - não passou de um discurso vazio - porque vc não aprofunda cada um destes pontos para deixar clara a contradição - Não me convenceu!”
    2. “O artigo é excelente! Há muito tempo não lia um texto tão lúcido e enriquecedor como este. Linguagem clara e mensagem perfeita! Faço minhas as palavras do autor.”

Não preciso nem dizer que o primeiro comentário é de péssima qualidade e o segundo é o que nos mostra o caminho. ;)