Sendo verdadeiro que “originalidade é a arte de esconder as fontes", nesta bacia das almas você acaba de descobrir uma das minhas mais privilegiadas. Considero Paulo Brabo leitura obrigatória para quem compreende que a teologia não está pronta e tem coragem para enfrentar o desafio constante da ressignificação da fé. – Ed René Kivitz
Dentre os três mosqueteiros da teologia brasileira, Paulo Brabo foi o herói que mais esculachou os cardeais protestantes e suas vacas sagradas.
Até mesmo pelo fato de, ao contrário de Gondim e Kivitz, não fazer parte do clero, Brabo mostrou larga vantagem em suas argumentações. Afinal, sem ter que, dominicalmente, se ajoelhar arrependido diante de qualquer ídolo evangélico-eclesiástico institucional, ele poderia chutá-los inclementemente; e isso fez com classe e sagacidade, ferindo os demônios por trás deles mas nunca os fiéis à sua frente.
Como ícone da blogsfera protestante (no bom sentido do termo), Brabo passou a servir de fonte para, como confessa Kivitz, ressignificação da fé, ou como diz a Bíblia, para renovação do entendimento.
Mais Menos do que isso, ele passou a ser copiado (mais por uns, menos por outros), mas descaradamente por todos nós patifes virtuais e reais [e esse tipo escancarado de contrição, de auto denúncia, já é uma imitação].
O fato é que seu estilo franco e gentil é contagiante. Suas fontes (excetuando-se Borges – que para muitos de nós ainda é um ilustre desconhecido) permanecem bem ocultas, afinal se auto encobertam num panteão infinito de escritos. Portanto o cara consegue, ser acima de tudo, original.
Vai aí alguns dos 7 pecados capitais na escorregadia armadilha que é blogar e seguir diariamente a Bacia das Almas, e agora (eu atrasado – algumas coisas boas ainda chegam primeiro no Brasil do que na Europa), o perigo maior, manusear seus livros (que se multiplicam mais rápido que cogumelos).
Jamais:
- Apresente-se como “principal dos pecadores” usando termos marcantes. Ex: patife, canalha, farsa, maltrapilho, etc.
- Vincule o Evangelho e escritos sacros com expressões fortes que são normalmente usadas para coisas “profanas”. Ex: rebeldia do Reino, subversão de Jesus, sensualidade da mensagem, transgredir para o bem.
- Use, de igual modo, termos chocantes e metafóricos para destacar ideias principais. Ex: prenhe de esperanças, parir escritos, beijar a ferida aberta pela própria pena.
- Procure roubar termos da literatura e das ciências literárias. O pior deles ainda é: O protagonista.
- Esbanje advérbios ou adjetivos (ou a união dos dois) para deixar claro o modo, a forma e a intensidade do que você quer dizer. Lembre-se sempre de uma contradição de sentidos. Ex. desesperadamente correto, constrangedoramente lúcido, lucidamente constrangedor, vivendo absurdamente na linha do possível.
- e 7. (Espaço reservado para você sozinho com sua consciência)
Enfim, desde que Paulo Brabo alçou a fama e está em vias de se tornar pop, tanto Kvitz, como o Lou (que por coincidência, ou não, dividiram o sanduiche de mortadela no pátio do recreio do mesmo seminário), ou qualquer um de nós, seremos desmascarados pela nossa falta de originalidade.
Brabo se tornou uma fonte inescondível. E olha que a fama não é tão incompreensível assim quanto a popularidade.
*Imagens e citações tiradas sem todas as devidas autorizações, como de praxis, de acordo com o oitavo mandamento deste Blog que reza, não roubarás mas copiarás.








…pesando 400 anos e com treinadores peso-pesado como Martinho Lutero e Calvino, está o calvinismo, sistema teológico característico das igrejas de tradição reformada. Os títulos já dizem tudo sobre a sua origem histórica: o calvinismo ostenta ser extensão fiel da postura teológica geral da reforma protestante do século XVI – refletindo em especial o pensamento de João Calvino e de seus discípulos imediatos.
Assumamos que Bráulia Ribeiro esteja certa e que tudo seja uma questão de
Não é de se estranhar que